A Weekend buscou informações com a astróloga e cosmoanalista Carmen Sampaio, sobre o quê as pessoas podem esperar de 2018, no que diz respeito à influência dos astros e dos números. Ela gentilmente respondeu as questões enviadas.

2018 é um ano 2. O que isso significa dentro da astrologia e numerologia?

Na numerologia significa um ano para aprendermos a praticar as parcerias. Que tudo terá mais dualidade e isto pode ser muito bom, porque nos obriga a olhar os dois lados de uma mesma questão, nos tira um pouco das certezas, mas aumenta a competência coletiva para a filosofia de compartilhar. Na astrologia, o ano só começa em 20 de março.

Este é um ano regido por Júpiter. Qual o impacto que esse planeta traz nas nossas vidas?

A regência de Júpiter começa só em 20 de março; estamos até 19 de março sob a égide de Saturno. Não é influência, é compreensão cíclica, biológica do tempo de Saturno. Não é um raio de ondas, é um ciclo interno do tempo. Isto é muito interessante, porque a própria astrologia defende o livre arbítrio, que é a nossa capacidade de escolha, e o direito de errar e acertar. Obedecer aos próprios ciclos resulta em mais razões de acertos. Ser desobediente aos próprios ciclos é motivo para mais sofrimento. Esta é a beleza da astrologia: nos ajudar na caminhada. O livre arbítrio pode nos levar a sermos melhores que nossos mapas natais, mas só se conseguirmos ultrapassá-los.

Comenta-se que 2017 foi um ano em que as pessoas foram mais individuais e 2018 será do coletivo. Isso procede?

O ano é para aprender a compartilhar. As pessoas que assim o fizerem serão mais bem-sucedidas em seus intentos e ações.

Dizem também que este será um ano ideal para expandir a consciência para buscar autoconhecimento. De que modo 2018 terá influência sobre essas questões?

Realmente os trânsitos astrológicos nos convidam para uma ampliação de consciência, porque teremos muitos movimentos planetários nos obrigando a isto, e quem se permite esse autodesenvolvimento acaba por receber os louros da existência que é ver os frutos de seus esforços darem resultados.

Quais serão os signos mais beneficiados em 2018?

Esta pergunta só pode ser respondida efetivamente com o mapa natal individual de cada um, de maneira personalizada. Porém, o trânsito de Netuno em Peixes, posição de domicílio de Netuno, fortalece os signos de Água no quesito aprofundamento. Os signos de Água são Câncer, Escorpião e Peixes. Já para os signos de Terra, estabelecer metas concretas pode ser a única forma de crescer, pois teremos a entrada de Saturno em Capricórnio, e isto será muito produtivo para os nascidos sob o Sol em Touro, Virgem e Capricórnio. O universo dos signos de Ar – Gêmeos, Libra e Aquário – será beneficiado pelo crescer de ideias, que poderão ser efetivamente colocadas em prática. Convém pensar sempre no melhor a se fazer, antes de simplesmente agir, já que Ar é o universo do pensamento. E para os Igneos, nascidos sob o Sol em Áries, Leão e Sagitário (signos de Fogo), a grande força está em focar no entusiasmo com ações concretas, nem que para isso seja necessária uma ajuda externa. Mãos à obra.

E quais deverão ter mais calma e cuidado com algumas situações?

Os signos de Fogo devem evitar a precipitação, caminhar mais tranquilamente, para obedecer aos ditames internos, da alma. E não da reatividade. Para os signos de Terra o perigo é ficar esperando; lembrar que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Para os signos de Ar, vale a lembrança que as ideias devem sair da cabeça, ir para o papel e depois seguir o curso da vida, ser compartilhadas com os colaboradores. Uma ótima ideia não utilizada é um desperdício para a Mãe Natureza. Para os signos de Água, período de inspiração e, como tal, devem evitar a exaustão física, pois as fases inspiracionais são fases que consomem energia psíquica e física.

Este também é um ano de eleições. O que os brasileiros podem esperar?

Teremos não tão grandes surpresas: o que pensavam que mudaria, não mudará tanto assim e esta é uma das “não surpresas”, pois criamos expectativas muito grandes sobre mudanças, mas não fizemos as transformações efetivamente necessárias. E muitos dos que aí estão hão de continuar. Mas isto é o que de verdade produzirá as mudanças necessárias: descobrirmos que podemos nos dar mais oportunidades, chances para nosso resgate coletivo.

No geral, para o mundo, o que podemos esperar de 2018?

Vamos ter a descoberta de uma das coisas mais importantes da história da humanidade: vamos aprender a usar nosso poder cerebral e a colaboração coletiva. Começa a fase da mudança concreta sobre o que é segurança financeira. Mas os resultados disto só sentiremos mais para o fim do ano. Também teremos forte desenvolvimento no universo da medicina e investigação geológica. A cura do homem está na Terra e no solo do planeta Terra, estaremos mais conectados com estes conhecimentos e o que era reservado a grupos fechados será de saber comum e coletivo. Todos saem ganhando.