Gastos de fim de ano: educador financeiro orienta planejamento

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas registrou, em setembro/17, alta de 1,0% perante agosto/17, já efetuados os ajustes sazonais. Na comparação como o mesmo mês do ano passado (setembro/16), houve alta de 3,4%. Foi o melhor resultado neste critério de comparação desde julho de 2015. No acumulado do ano até setembro/17, a atividade varejista recuou 0,4% frente ao período de janeiro a setembro do ano passado.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a retomada do crescimento da massa real de rendimentos, alavancada pela queda da inflação e pelo início de recuperação do nível de emprego formal, tem contribuído para a definição de uma tendência positiva da atividade varejista. Neste contexto, reduções das taxas de juros, a volta do crédito e a melhor confiança dos consumidores, amplificam este movimento.

Em setembro/17, todos os segmentos varejistas pesquisados registraram crescimento: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (1,2%), móveis, eletroeletrônicos e informática (4,1%), combustíveis e lubrificantes (1,2%), veículos, motos e peças (1,3%), tecidos, vestuário, calçados e acessórios (0,4%), material de construção (3,3%).

No acumulado do ano até setembro/17, a maior retração do consumidor deu-se no segmento de material de construção, o qual registrou queda de 14,9% frente ao mesmo período do ano passado. A segunda maior queda foi de 12,1%, observada no fluxo dos consumidores nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e informática, seguida de perto pela retração de 12,0% no segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios. Houve recuos também de 9,2% no segmento de combustíveis e lubrificantes e de 9,1% nas lojas de veículos, motos e peças. Somente o segmento de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas registra alta no acumulado do ano até setembro: 0,2%.

Por outro lado, a inadimplência do consumidor caiu 2,0% no acumulado do ano até setembro (frente ao mesmo período do ano anterior), de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Na análise acumulada em 12 meses (outubro de 2016 até setembro de 2017 frente aos 12 meses antecedentes) houve retração 2,6%. Na avaliação mensal com ajuste sazonal, a inadimplência apresentou queda de 7,1% quando comparado a agosto. Já quando comparado o resultado contra o mesmo mês de 2016, o indicador caiu 12,1%.

Regionalmente, na análise acumulada em 12 meses, ocorreu queda nas regiões Sudeste (-3,9%), Nordeste (-3,7%), Norte (-3,3%) e Centro-Oeste (-1,0%), enquanto na região Sul houve crescimento de 3,8%.

As adversidades ocorridas na economia ao longo dos últimos dois anos geraram grande cautela nas famílias, inibindo o consumo e consequentemente contribuindo para a diminuição do fluxo de inadimplência. Mantendo a perspectiva de pequeno crescimento da economia e renda, juros menores e inflação controlada, espera-se uma retomada sustentável da demanda de crédito, expandindo a renda disponível das famílias, fatores que deverão colaborar para a manutenção de um ritmo estável do estoque de inadimplência em 2017.