“BEATLES NUM CÉU DE DIAMANTES”

Dia 3 de julho estreia no Teatro Folha o musical “Beatles Num Céu de Diamantes”, dirigido por Charles Möeller e Claudio Botelho, estrelado por Carol Bezerra e Felipe Tavolaro e nove atores-cantores especialmente formados para as apresentações na capital paulista.

Esta é a 7ª temporada do espetáculo que estreou em janeiro de 2008, no Rio de Janeiro. O mais longevo musical produzido pela M&B foi inicialmente criado por encomenda do Sesc para ser um evento de três semanas.

Vista por mais de 350 mil pessoas em turnês nacionais e na Europa, a montagem passeia pela obra do quarteto de Liverpool com sucessos como “Yesterday”, “Let it Be” e “Strawberry Fields Forever”.

O título “Beatles Num Céu de Diamantes” faz referência à famosa canção “Lucy in the Sky with Diamonds”, gravada pelos Beatles na década de 1960. “Diz a lenda que as iniciais dessa música remetem ao LSD. Queríamos um titulo psicodélico para o espetáculo”, explica o diretor Charles Möeller.

Ao longo de todas as apresentações do espetáculo, atuaram oito elencos distintos, além de várias mudanças de figurino, cenário e até nos arranjos das composições. “Beatles é um ‘work in progress’ eterno. É um lugar que a gente sempre volta. É sempre incrível voltar para casa”, afirma Charles Möeller.

Os diretores apostaram em uma ousada releitura das músicas do aclamado grupo britânico. A guitarra foi tirada da instrumentação e no seu lugar se destacaram as palavras. Nesta reinterpretação de Beatles há salsa, tango, bolero, bossa nova e música folclórica.

Canções da MPB também são citadas no musical, como “Cais”, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, que aparece no meio de “While My Guitar Gently Weeps”, e “Assum Preto”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, que embala a belíssima “Blackbird”.

Considerado o marco da contracultura, o disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” mudou –ou inventou– o conceito pop, desde a concepção da capa ao conteúdo e sua repercussão cultural. “Os Beatles tinham essa capacidade de reinvenção e negação. E nosso espetáculo também tem essa capacidade”, afirma Charles Möeller.