Boletim Focus aponta sinais de melhora na economia brasileira

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Depois das incertezas políticas e econômicas de 2016, o brasileiro já pode respirar um pouco mais aliviado! Não, o Brasil ainda não saiu da crise, mas já parou de piorar. Estagnou, dizem os economistas. Os sinais vitais da economia começam a se estabilizar devagarinho. O País já saiu da UTI, mas a saúde nacional ainda inspira cuidados.

De acordo com o primeiro Boletim Focus de janeiro, divulgado pelo Banco Central, a inflação anual para 2017 deve ser de 4,87%. Já o PIB – Produto Interno Bruto deve ter uma alta de 0,50%, em relação a 2016. A taxa Selic deve fechar o ano em 10,25%. O dólar ficará em torno de R$ 3,48, segundo as previsões. Já as tarifas de serviços básicos de infraestrutura, como: luz, água e transporte, continuam subindo.

A queda dos juros e da inflação pode ser o primeiro sinal do fim da crise recessiva pela qual atravessa a economia brasileira. Fiesp/Ciesp, entidades representativas da indústria, acreditam que o conjunto de medidas anunciado pelo governo é um começo para estimular a economia. Tanto que as previsões são otimistas: para a indústria geral, haverá um impulso de 1%, e para indústria de transformação, o crescimento será de 2%. A construção civil também dará sinais de melhoras ao longo de 2017.

Segundo Ricardo Martins, diretor titular do Ciesp Distrital Leste, “O Brasil hoje precisa alavancar negócios, para dar uma amplitude maior ao empresariado e gerar oportunidades”.

Para Martins, ”não resta outra saída a não ser acreditar que, com a disposição do governo Temer de arrumar a casa, contendo os gastos públicos, fazendo as reformas necessárias, flexibilizando as leis trabalhistas, melhorando as condições de crédito, a indústria pode vislumbrar um sinal de melhora em ritmo lento, mas gradual.”

Conforme o diretor do Ciesp Leste, o empresário brasileiro precisa de uma nova injeção de confiança. “A confiança está sendo retomada, mas é preciso mais. Vamos nos unir e colocar este país para andar novamente, exigir que se apurem todos os desvios de conduta e de dinheiro ocorridos nos governos, para que não se repitam”, sentencia.

No setor imobiliário, a CBIC – a Câmara Brasileira da Indústria da Construção estima que o setor deve ficar estagnado em 2017. “A nossa estimativa é de crescimento muito próximo de zero. Mas por que o otimismo? Porque estávamos afundando. A partir do momento em que você não afunda mais e vai buscar o crescimento, mesmo crescendo zero é muito bom”, afirma Adalberto Valadão, da CBIC.

Os preços de casas e apartamentos tendem a ficar estáveis em 2017, após uma queda real de 6,25% nos últimos 12 meses. Incorporadoras ainda têm estoque de imóveis prontos e podem cobrar preços mais acessíveis para fazer girar o mercado imobiliário.