Por Val Oliveira
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Ao rememorar a infância, é provável que muitas meninas lembrem-se de suas bonecas, brinquedos que por vezes eram a companhia, a amiga, mãe e filha, como se fossem membros da família. Vamos abrir o baú das recordações e passear pelo mundo particular das bonecas?

 

História

A boneca é um dos brinquedos mais antigos de que se tem notícia. A história conta que, no início, as peças eram usadas como forma de representação religiosa em rituais nas civilizações antigas. Os egípcios as colocavam nos túmulos dos faraós. Na Grécia Antiga, as mulheres as ofereciam às deusas acreditando que com isso teriam filhos. Os romanos as ofertavam como presente durante as festas em homenagem ao deus Saturno. No início do século XIX, feitas em madeira, com rosto de porcelana e vestidas com muito luxo, representavam as figuras da corte e da sociedade da época. No fim do século, Thomas Edison, o inventor da lâmpada, criou a primeira boneca falante, usando o mecanismo e tecnologia do fonógrafo, primeiro aparelho capaz de gravar e reproduzir sons.

Todos os tipos de materiais: porcelana, de pano, de plástico e com cheiro

Bonecas famosas/Celebridades

Por muito tempo, as fábricas de brinquedos Estrela e Bandeirantes dominaram o mercado de bonecas. Veja algumas famosas a partir da década de 1980.

Emília, Suzi, Mara Maravilha, Angélica e Xuca

Adora Doll – bebês quase reais

Para quem não pode ir aos EUA e viver a experiência de visitar a badaladíssima Judy Dools, a opção em bonecas realistas no Brasil é a Adora Doll, marca americana que dispõe de mais de uma dezena de modelos com tantos detalhes que é difícil diferenciar de um bebê real.

Berçário de bonecas em Orlando

Em Orlando, na Flórida, EUA, a loja de bonecas Judy Dools faz o maior sucesso entre os brasileiros. O estabelecimento é especializado na venda de bonecas que se parecem com crianças reais. Ao adquirir um exemplar, a pessoa, que pode ser adulto ou criança, tem a oportunidade de viver todas as etapas do nascimento de um bebê, como se estivesse em uma maternidade, passando por um berçário com muitos bebês, no qual pode viver as diferentes etapas, do nascimento à saída da maternidade. Vale destacar que cada boneca custa em torno de 110 dólares.

As tops do momento

A evolução da barbie

Com quase 60 anos se existência, a Barbie continua sendo o sonho de consumo de muitas crianças e o maior ícone do segmento. Com o passar dos anos, a aparência da Barbie não havia mudado muito. Apenas as vestimentas e a inserção de acessórios é que diversificavam. Agora, em 2016, buscando adaptar-se às exigências do mundo globalizado, que clama por igualdade e respeito às diferenças, o fabricante resolveu produzir a sempre esguia e loira boneca em diferentes estilos, usando as características físicas de diferentes povos e nações.

Bonecas no Instagram

As bonecas falam, comem, dormem, usam acessórios chiques, têm aparência e são quase humanas. Algumas delas estão tão moderninhas que já invadiram as redes sociais. Nos perfis no instagram, Barbie Style e SocialityBarbie, por exemplo, “elas” postam o look do dia, o passeio, a festa, a companhia; enfim, exibem-se como verdadeiras it-girls.

Recordações – Momento Flash Back

Fala Nenê
A repórter Cris Marques conta que, quando tinha cinco anos, ganhou de presente da mãe e do padrasto a boneca Fala Nenê, da Estrela. “Era uma grande novidade no mercado, e o preço era muito além do que eles podiam pagar. Para ligar eu dava um beijinho na testa, ela falava algumas palavras, e para desligar ela me dizia tchau. Cuidei muito dela e não a esqueço.”

Boneca de milho
A recordação dessa repórter que vos escreve são as bonecas feitas de espigas de milho. Eu trançava os “cabelos”, fazia os olhinhos e a boca com maquiagem ou restos de tecido, e não poupava talento na criação dos modelitos. Como a roça de milho era grande, a variedade de “bebês” era imensa.

Paixão por barbie
A repórter Tamiris Monteiro diz que sua paixão eram as Barbies. Ela teve mais de trinta exemplares e atormentava a vida da mãe para a compra de roupinhas e acessórios. Com 20 anos, decidiu desapegar-se e doou as bonecas para a Igreja que frequenta. “Tinha um Ken e muitas Barbies. Era o harém do Ken”, brinca, explicando que ainda hoje é fascinada pela boneca.