quarta-feira, 21 de agosto de 2019

De quando Ana precisava de um clone

Então vou chamá-la de Ana Tudo bem. Ana é doutoranda. Todo e qualquer prazo é curto para Ana. Todo e qualquer convite que lhe desvie atenção para outro mundo, senão seus afazeres científicos, é penoso para...

De um jantar, de uma leitura, de uma vida sem pressas

Vou chamá-la de Bia. Tudo bem. Bia deitou na cama e olhou o teto do seu quarto. Antes disso, lera a página de um livro e trechos fragmentados de lides jornalísticos. Escutara, de rabo de ouvido,...

De quando Jade parecia ter tudo para ser feliz

Então vou chamá-la de Jade. Tudo bem. Caminhava por aquelas bandas com o semblante meio adoentado. Vultuosa… trafegava nas sombras, dirigia seu dia na penumbra. Enfermiça… lamentava sempre algum cuidado, do mais bobo ao mais delicado,...

De quando Leticia pensava que era melhor que Macabea

Então vou chamá-la de Leticia. Tudo bem. Leticia estava envolta de trabalho. Tantos papeis forravam a mesa de vidro de sua sala que não lembrava se aquele era um tampo fumê ou transparente. Os copos de...

De um caminho em (re)progresso

Então, vamos chamá-la de Liz. Tudo bem. Liz tem 24 anos, trabalha num escritório de advocacia e matriculou-se há dois semestres no curso de Ciências Contábeis. Já trabalhava na área, então a escolha pelo curso foi...

De quando ele achou que tinha domínio sobre Lilian

Então vou chamá-la de Lilian. Tudo bem. Lilian estava sentada na escadaria de uma rua de praça. Acabara de ter com ele. A conversa durou cerca de duas horas e podia ser resumida no acaso da...

De um anel, de um tempo, de um presente

Então vou chamá-la de Laila. Tudo bem. Em frente a uma penteadeira quase vitoriana da casa de sua mãe, experimentava um anel desconfortável. Aquela pedra roxa, no corpo dourado do anel, serviria logo logo para uma...

De quando a identidade é tão sólida que desmancha no ar

Então vou chamá-la de Frida. Tudo bem. Frida organizava sua mudança quando tocou pela segunda vez nas caixas de papelão do maleiro de seu quarto. Nelas, somadas duas, estava escrito QUADRINHOS em letras de forma. Não...

Por um pouco mais de vida…

Li essa semana um punhado de coisa estranha. A cabeça chega a parecer garganta de professor em fim de semestre.

Sobre nosso governo, nossa letargia e outras coisas

Todo mundo é o mundo todo? ou O quarto sujo sujou o hóspede? ou Tem alguém me ouvindo aí? Eu queria muito que essa fosse minha última crônica política. Eu não me sinto Che Guevara. Também não tenho vocação...

De quando conheci Eliza

Então vou chamá-la de Eliza. Tudo bem. Eu costumo sair da aula às 15:30. Toda quarta-feira, no mercado próximo, tem frutas com preço bom. Frutas ‘’frescas''. Essas aspas são importantes, porque vez ou outra, a gente...

Se seu gato fosse do tamanho de um leão, ele te devoraria…

Deleuze estava certo… ou Precisamos tomar conta de nossos desdobramentos diários… O dia-a-dia é um pasto de temas possíveis. Isso justifica a abertura do texto dessa semana. A (des)orientação de como tratar cada um deles, ou estabelecer...

De quando a melhor alternativa é comer uma panqueca americana

Então vou chamá-la de Lígia. Tudo bem. Lígia tem 30 anos e um inacabável sono. Sonha, se martiriza. Tem a angústia do Deus Capital que te faz esperar hoje o tempo que vai vir amanhã. Naquela...

De quando achou que Dolores era Doroteia

Então vou chamá-la de Bruna. Tudo bem. Quando Bruna tinha dezoito anos, saía todas as noites porque se sentiu definitivamente livre das amarras da menoridade. Tinha dessas coisas em sua casa: quando for maior, será dona...

De quando sentiu saudade daquele sommelier de palavras

Como muitas pós-debutantes, guardava em si a angústia. Redução do espaço, do tempo. Carência, inquietude, sofrimento. Dosados à homeopatia de ir e vir em disfarces. Disfarces de beleza, maquiagem, corpo magro da puberdade. Homeopatia...

De quando Sonia mexe em uma rede social antes de sua festa de aniversário

Então vou chamá-la de Sonia. Tudo bem. Não por acaso, ela faz aniversário no dia internacional pela eliminação da discriminação racial. Completa 30 anos. Gosta muito de ler notícias aleatórias, assiste novela esporadicamente e dorme quando...

De quando eu preciso me impeachmentizar

Então vou chamá-la de Helena. Tudo bem. Helena tem 30 anos. Trabalha para manter um filho pequeno de dois anos e as contas em dia com o marido. Recém-casados. Conseguiram financiar apartamento tão logo engravidou e...

De quando Cândida pegou carona com um estranho

Então vou chamá-la de Cândida. Tudo bem. Não estou muito acostumado a falar sobre pessoas com idade maior que a minha, mas o episódio prenuncia uma obrigação de registrá-la. Talvez como muleta, afirmo que a ficção...

O cérebro humano e nosso likes diários

Haja assunto para tanto click. ou É para ver ou para compartilhar? Numa semana dessas me disseram que o cérebro se submete ao truque das notícias virais. Coisas pegajosas, escorrem por entre os dedos à semelhança do...

De quando ela queria fazer jornalismo

Então vou chamá-la de Isabela. Tudo bem. Isabela é repórter de rua. Responsável por trazer aos telespectadores os últimos acontecimentos da Zona Sul paulistana. Entendeu a reportagem como um conteúdo jornalístico, escrito ou falado, pautado em...

De quando não sabemos o que fazer quando crescer

Então vou chamá-la de Renata. Tudo bem. Renata terminara aquele ciclo obrigatório de estudos e precisava escolher o que fazer. Um clichê da vida moderna burguesa paulistana. Interessante é que o clichê, quando dito assim, automaticamente...

Da Chechênia ao Brasil: Pessoas matam pessoas em defesa da moral

Li há umas semanas que na Chechênia a policia tem orientado pais a matarem filhos gays para limpar a honra familiar.

De quando Helena viveu High And Dry

Então vou chamá-la de Helena. Tudo bem. Antes de qualquer coisa, seria interessante que você lesse essa história escutando High and Dry do Radiohead. Te incomoda? De forma alguma. Então, vamos lá… Helena estava com um vinho barato e...

De quando Elisa solapa outros caminhos

Então vou chamá-la Eliza. Tudo bem. Eliza gostava muito de imitar seu pai. Quando pequena, há vinte e poucos anos, admirava o almanaque jornalístico de domingo e buscava entender como manusear os cadernos com pequenos cotocos...

Da av. Antonio Grotkowski: De quando um lixo não é so problema seu

Por Ricardo Celestino Então vamos chamá-la de Eliana. Tudo bem. Eliana tem 40 anos e mora num apartamento próximo da Avenida Vereador Antonio Grotkomwski. Mora razoavelmente bem e escolhe duas ou três coisas para comprar com seu...

De quando sua casa agride seu sexo

Então vamos chamá-la de Aline. Tudo bem. Aline tem 19 anos e precisa escolher o que quer da vida. Estudou em uma escola pública e comprou um Guia de Estudantes para se inteirar sobre as várias...

De quando Kamila resolveu revidar na hora errada

Então vou chamá-la de Kamila. Tudo bem. Era 12:45AM. Em acesso de fúria, Kamila decidiu levantar e tomar o aparelho celular de um estranho, mesmo que a força. Em seguida, daria um soco na cara do que...

De quando Jacinta teve a visão

Então vou chamá-la Jacinta. Tudo bem. Jacinta tinha a impressão de que sua vida começara no casamento. Já há quase uma década com seu parceiro, casada desde os 18, desfrutava de seu vigésimo sétimo ano de...

Carta a uma amiga

Eu vou ler a carta de quem chamarei Carol. Tudo bem. ‘'Querida irmã e amiga desconhecida, Tudo bem com você? Antes de qualquer coisa eu queria dizer que não sou de nenhum Centro de Valorização da Vida,...

De quando a vida não pode parecer um soneto

Então vou chamá-la de Angela. Tudo bem. Angela aguardava sua vez em uma pequena sala de espera. A sua frente, uma mesa de centro reunia revistas curiosas, daquelas que exaltam a vida dos homens e das...

De quando ainda há dores, mas quero falar de conforto

Então vou chamá-la de Layla. Tudo bem. Layla levantou tarde. Colocou o pé descalço no assoalho frio. Certificou a ausência dos corpos nus. Andou três ou quatro passadas até a sala. Ninguém. Correu de volta pra...

De quando Manu lembrou de uma canção iorubá… uma referência à ilê ayiê

Então vou chamá-la de Manu. Tudo bem. Manu sempre gostou das músicas afrobrasileiras. Encontrava nelas a força espectorante para lidar com a vida e os acontecimentos que lhe fugiam do controle. Parecia que o dia era...

De quando um tufo de confete carnavalesco te invade garganta adentro

Então vou chamá-la de Laís. Tudo bem. Laís não era um folião. No lugar do carnaval, queria mesmo era aproveitar uma festa punk. Não queria tomar pra si a alcunha de mainstream. Não queria tomar pra...

De uma gravidez indesejada

Então vou chamá-la de Gabi. Tudo bem. Gabi nasceu em um bairro tradicional da cidade de São Paulo. Contudo, isso não quer dizer muita coisa sobre o comportamento e os costumes que lhe depositavam: das rotinas...

De quando Aline viu o Navio Negreiro na rua Castro Alves

(recomendo ler este texto em voz alta, escutando Sandálias, de Karol Conka) https://www.youtube.com/watch?v=ERY62HZ3zLk&index=14&list=RDEXvRois3tlM Estou em pleno mar… espaço que brinco, entre a brisa do alto do telhado e o luar. Cansada, sinto no corpo o peso de um infante e as...

De quando o tempo presente é aquilo que menos importa

Então, vou chamá-la de Madalena. Tudo bem. Madalena tem 32 anos e costuma ir de metrô à consulta com seu psicólogo. O encontro e o coloquio menos importam aqui do que o percurso que ela faz...
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Segundo o site Congresso em Foco 18 deputados federais da oposição que votaram a favor da reforma da Previdência no 2º turno...

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