Caxumba, sarampo e rubéola: duas doses são necessárias

Por Talita Ramos

Uma vez que as pessoas são vacinadas na infância contra doenças como caxumba, sarampo e rubéola, não é normal que quando adultos apresentem esses problemas, a não ser que o processo de vacinação não tenha ocorrido de modo correto. “Quando há alguma falha de vacinação na infância, temos, por conseguinte, adolescentes e adultos desprotegidos. Ainda, há vacinas que requerem reforços periódicos durante toda a vida, como é o caso, por exemplo, da vacina contra a difteria e tétano”, alerta o médico sanitarista e responsável pelo setor de vacinas do laboratório Delboni, Ricardo Cunha.

Segundo ele, como ao longo dos anos houve muitas mudanças no esquema de vacinas, parte da população ficou sem a devida proteção. “A vacinação contra o sarampo, caxumba e rubéola, introduzida no calendário de vacinação no início da década de 90, era aplicada com apenas uma dose e, somente em 2004, foi introduzida a segunda dose da vacina. Hoje sabemos que, para que uma pessoa possa se considerar efetivamente protegida, são necessárias duas doses dessa vacina a partir de 12 meses de idade. Sendo assim, podemos entender porque muitos adolescentes e adultos jovens não estão completamente imunizados contra essas doenças: ou porque não foram vacinados, ou foram com apenas uma dose”, explica. Todos as pessoas devem ter recebido duas doses da vacina tríplice viral durante a vida, após os 12 meses de idade.

Quem não as recebeu deve buscar a vacinação, urgente.