Coletivo de escritores quer políticas públicas para incentivar a Literatura e Cultura

Guarulhos conta, agora, com um Coletivo das Letras. Nascido da insatisfação de escritores da cidade com os rumos da Cultura, em especial no cenário literário, o Coletivo cobra a efetivação de políticas públicas que dinamizem a vida cultural e que sejam capazes de estimular a produção, o ensino e o aprimoramento literário na cidade.

“Queremos construir, por meio do diálogo, alternativas para a Cultura de nossa cidade”, disse a escritora Janethe Fontes, uma das fundadoras do Coletivo, que já protocolou o manifesto, com pontos específicos sobre as demandas mais críticas junto à Prefeitura de Guarulhos e aguarda reunião com o prefeito Guti (PSB).

Entre as cobranças e sugestões do Coletivo ao Poder Executivo, está a destinação de orçamento para o fortalecimento das bibliotecas públicas, comunitárias e escolares e para a aquisição e inclusão dos livros de escritores guarulhenses nesses acervos.

“Não queremos escolher esses livros e, tampouco, tirar vantagem nesse processo. Queremos, sim, garantir a pluralidade literária que Guarulhos tem e que revela a identidade de suas regiões”, disse César Magalhães Borges, escritor vencedor do Prêmio Guarulhos de Literatura de 2017 na categoria Livro do Ano. O prêmio foi uma iniciativa privada sem o apoio da Prefeitura.

O Coletivo propõe ainda a interação de escritores com alunos da rede pública de ensino; fundos de incentivo para a produção literária; a instalação de livrarias e estandes para a venda de obras de autores ligados à vida cultural de Guarulhos em teatros, aeroporto, rodoviária e terminais de ônibus.

A realização do Salão do Livro, ainda sem confirmação para o ano de 2018, e da Semana do Livro, de 18 a 24 de abril, são outras reivindicações, além da preservação do patrimônio literário, bibliográfico e documental do município, entre outros.

Os escritores de Guarulhos que congregam o Coletivo das Letras acreditam que a leitura e o acesso plural a ela é um dos mecanismos mais eficientes para o desenvolvimento da cidadania e, por consequência, do município. Por isso propõem-se ao diálogo com o poder público e cobram a aplicação da Lei nº 7.016, de 2 de abril de 2012.

Nela, há a determinação de ações de fomento ao livro, à leitura e à literatura e sua aplicação poderá abrir um diálogo de respeito com a classe literária do município, com ações conjuntas, efetivas e democráticas.