Coluna do Carleto – 03.08.2018

HMU NA BERLINDA

Não poderia ter sido mais confusa a semana, no que diz respeito ao desencontro de informações em torno do funcionamento do HMU. Tudo começou com um ofício da Clínica Médica Aricanduva ao Instituto Gerir, afirmando não haver mais condições de manter o atendimento do Hospital de Urgências, devido aos constantes atrasos nos pagamentos. Daí em diante foi um tal de desmentido daqui, nota oficial dali, até que, no final da tarde, foi fumado o cachimbo da paz.

TODO MUNDO TEM RAZÃO

Dizem que onde falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão. Nesse caso do HMU, falta pão e muito mais, mas todo mundo tem razão. Os usuários têm todo direito de reclamar, o Conselho Municipal de Saúde está no seu papel de fiscalizar e reivindicar, as entidades que promoveram manifestação no Centro agiram certo, os médicos têm razão de chiar por não receber em dia e a Prefeitura tem justificativas para não pagar tanto quanto o Gerir pretende, pois já está aplicando mais de 30% do Orçamento na Saúde. Espera-se que a nova gestão na Secretaria encontre meios de resolver essa equação, pois o povo paga impostos e espera ser atendido dignamente.

PSB NEUTRO

O PSB, partido do prefeito Guti e do governador Márcio França, resolveu não lançar candidato a presidente da República e manter-se neutro na disputa, permitindo a cada diretório estadual posicionar-se como achar melhor. Assim, São Paulo fica liberado para apoiar Alckmin (PSDB), enquanto em alguns estados haverá alianças com o PT e possivelmente com outros partidos. Quem saiu perdendo foi Ciro Gomes: seu PDT apoia Márcio França em São Paulo (foto da convenção do PDT) e ele tinha esperança de ter o PSB como aliado.

PRP e PSC COM ÁLVARO DIAS

O Partido Republicano Progressista resolveu aderir à candidatura de Álvaro Dias (Podemos) . Outros partidos que preferiram não ir com o chamado Centrão para a aliança tucana cogitam também apoiar o senador paranaense, ainda pouco conhecido de boa parte dos eleitores. O PSC também desistiu de lançar Paulo Rabello de Castro à Presidência e ofereceu o nome dele para ser vice de Dias (foto do ato de apoio).

VOTAR OU NÃO?

Uma discussão que tem crescido nas redes sociais é quanto à estratégia de anular o voto ou deixar em branco, como uma forma de demonstrar o descontentamento do povo com a classe política. Poderia ser válido fazer isso se houvesse um efeito prático. Na realidade, fazer isso só beneficia quem já está no poder, os nomes mais conhecidos, os candidatos que têm mais estrutura financeira para bancar a campanha. É importante esclarecer que, mesmo que 99% dos votos sejam nulos ou em branco, os mais votados estarão eleitos.