Coluna do Carleto – 05.07.2019

Vai cuidar “do lojinha”

Rodrigo Barros (foto) pediu exoneração do cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico, depois de dois anos e meio no cargo. Em entrevistas que concedeu, disse de sua alegria em ter participado da gestão Guti, fez um balanço das realizações da pasta e elogiou muito o prefeito, de cujo time afirma que continuará fazendo parte. Alega que havia cogitado ficar apenas um ano no governo e, a pedido do prefeito, continuou até agora. Conta que irá se dedicar à ampla rede de restaurantes de comida natural Boali, da qual era sócio-investidor e agora exercerá a função de CEO.

ACE no governo Guti

No lugar de Barros, assume William Paneque, que ocupava cargo de diretor na Secretaria do Meio Ambiente. Ele é o presidente da ACE (Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos), onde vem desenvolvendo profícuo trabalho. Nessa condição, também atua Regional da Facesp, federação das ACEs. Talvez por isso, consiga manter-se no cargo da entidade, apesar de haver gente na diretoria e entre associados que defenda incompatibilidade em ter um pé em cada canoa. Do ponto de vista legal, nada impede.

Mais PSDB no governo Guti

Outra situação a avaliar na assunção de Paneque ao secretariado é que ele é filiado ao PSDB, que agora tem Fran Corrêa disposta a concorrer contra Guti à Prefeitura. Como ficará a situação dele e do secretário de Segurança Pública, Gilvan Passos, quando se aproximar a eleição? Sairão do partido ou romperão com Guti à undécima hora, como fizeram vários dos então aliados de Almeida em 2016?

Alencar atacou Moro

O deputado federal Alencar Santana (PT), que tem base eleitoral em Guarulhos, embora não teria sido eleito se dependesse dos votos da cidade, chamou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, de covarde durante a audiência do ex-juiz na Câmara dos Deputados, por ele se recusar a entregar o aparelho celular usado nas conversas com o promotor Deltan Dallagnoll. “Agiu como herói e agora é capacho de um governo que tem protegido pessoas que cometeram ilícitos. Ministro Moro, vossa excelência devia se declarar suspeito e sair fora como ministro”, disse o parlamentar. Com isso, será que ele aumentou sua popularidade ou conquistou antipatias?

De olho nas urnas

Continua repercutindo artigo que postei no domingo, 30, sobre o cenário do momento para a eleição municipal de 2020 (https://www.clickguarulhos.com.br/cenario-das-eleicoes-2020-em-guarulhos/). Muitos comentários no Facebook. Vê-se que as opiniões sobre a gestão Guti são bem díspares: enquanto uns elogiam, outros descem o sarrafo. Mas também não são muito animadoras algumas opiniões sobre a neotucana Fran Corrêa. Há internautas abominando a política, de forma geral.

Bombou na rede

Também repercute o desabafo que postei no Facebook na terça-feira, 2, (https://bitty.ch/o1j98) sobre mania de muitos de crucificar todos que geram empregos, atribuindo aos empreendedores a pecha de exploradores. Critiquei ainda os que tratam a mídia indiscriminadamente como bandida e defendi até a rede Globo, pois, ainda que não se concorde com a linha editorial que adota, é inegável que em inúmeras questões é de grande relevância a contribuição que presta à população.

Loteria mais justa

Ninguém acertou a Quina de São João, dia 24. Como essa extração não acumula, os mais de R$ 150 milhões foram distribuídos para 1.597 apostadores e cada um recebeu mais de R$ 97 mil. Como não é um valor que permitirá aos ganhadores viver de renda, fatalmente eles irão adquirir bens como carro, móveis, eletrodomésticos, reformarão a casa, renovarão as roupas. Enfim, um número expressivo de pessoas que ajudarão a movimentar a economia.

Devia ser sempre assim

Defendo o princípio de que quando uma loteria atingir um alto valor acumulado, o prêmio deva ser dividido entre todos que acertarem o número abaixo de dezenas necessárias. Poderia ser na quarta acumulação, por exemplo, ou ao chegar a R$ 100 milhões, no caso da Mega-Sena. Já apresentei a sugestão aos deputados Eli Corrêa Filho e Alencar Santana, mas nenhum deles apostou na ideia. Um parlamentar do Rio de Janeiro propôs coisa semelhante. Vou torcer para que dê certo.

foto: Fábio Nunes Teixeira (PMG)