Coluna do Carleto – 12.10.2018

Reprodução da coluna do jornalista Valdir Carleto, publicada na Folha Metropolitana

 

A GRANDE DERROTA

Se há algo que deu totalmente errado nas eleições deste ano foram as pesquisas. Ainda que todas tenham acertado os nomes dos dois candidatos que foram para o segundo turno, os índices foram bem diferentes do que os institutos apregoavam.

 

MOSTRANDO TENDÊNCIA

É costume dizer que as pesquisas são uma fotografia do momento e que, assim como as nuvens mudam de posição, o eleitorado muda de opinião. E até influenciado pelas pesquisas, resolve mudar o voto no decorrer da campanha. Muitas vezes a pessoa vota até em alguém de quem não gosta, para não deixar que outro ganhe. Assim, embora tenham errado os resultados finais, as pesquisas podem ter acertado ao apontar a tendência dos eleitores.

 

VIRADA DE FRANÇA

A virada do governador Márcio França sobre o presidente licenciado da Fiesp, Paulo Skaf, é um exemplo do que as pesquisas indicavam: partindo de quase nada, o nome dele foi crescendo, semana após semana, até cacifar-se para ir ao segundo turno contra o tucano João Dória.

 

FIEL DA BALANÇA

A vitória de França sobre Dória em Guarulhos, ainda que por mínima diferença, tem uma simbologia forte em benefício do prefeito Guti. Se os nomes para deputado apoiados por ele não se saíram bem na cidade, isso foi superado com folga pela margem obtida em favor do governador aliado. No segundo turno, mais do significativo, isso pode ser vital.

 

POR POUCO

O deputado estadual Gileno Gomes foi eleito em 2014 pelo PSL, com 34.953 votos, por ter sido o primeiro colocado em uma coligação de seis pequenos partidos. Ao deixar o partido com receio de que os nomes levados por Jair Bolsonaro poderiam sobrepujá-lo, não imaginava que Janaína Paschoal pudesse ser tão bem votada a ponto de levar de carona outros 14 eleitos. Se tivesse ficado no PSL em vez de ir para o Pros, os mais de 31 mil votos obtidos teriam garantido sua reeleição.

 

TERÁ PIQUE?

O ex-prefeito Elói Pietá (PT) foi o mais votado dos candidatos da cidade, bem acima de todos os demais, sejam os que concorreram a federal ou a estadual. Embora não tenha conseguido eleger-se, ele se cacifa para ser candidato do partido a prefeito em 2020, já que dificilmente sairá do PT, sigla da qual participa desde a fundação. Resta saber se terá pique para no âmbito interno do partido, enfrentar Alencar, que foi eleito federal com mais de 66 mil votos. Se bem que, em Guarulhos, o deputado teve apenas 16 mil votos.