Coluna do Carleto – 17.05.2019

Dá pra melhorar

Em muitos locais onde surgem buracos nas ruas, a causa é água escorrendo continuamente sobre o asfalto. A Prefeitura economizaria muito e a população teria bem menos transtorno, com medidas simples, como corrigir o fluxo da água. Um desses pontos fica na confluência da rua Antonio Cristóvão com a rua Mandaguari, no Bom Clima (foto em destaque). Outro (mau) exemplo é da rua Birmânia, no Jardim Bela Vista, onde a rampa para entrada de carro de uma residência desvia a água para o leito da rua. Com a passagem de veículos, o piso se deteriorou. Que tal determinar que os setores responsáveis observem detalhes assim para evitar retrabalho?

Como era de se esperar, ele voltou!!

Por falar na rua Mandaguari, há dois meses o Click Guarulhos publicou a respeito do buraco em torno de uma tampa de poço de inspeção do Saae, em frente ao número 177, na confluência com a avenida Gilberto Dini. Dias depois, uma equipe foi ao local e fez um reparo bem malfeito. O portal recebeu queixas de vizinhos e as publicou (fotos à esquerda)

De fato, o buraco não tardou a ressurgir (foto à direita), podendo causar danos aos veículos que por ali trafegam. A Sabesp precisa fiscalizar melhor a qualidade dos serviços executados pelas empresas terceirizadas.

Em casa onde falta pão…

…todo mundo briga e ninguém tem razão. Já dizia o saudoso vereador Alan sempre que se discutia sobre falta de verbas no serviço público. A frase vem a calhar quanto á polêmica em torno do orçamento da Educação. Diante da queda na arrecadação, o governo federal determinou o contingenciamento de 30% das verbas discricionárias, ou seja, as não obrigatórias.

…todo mundo briga…

Logicamente, protestos surgiram de imediato, combatendo a medida. As redes sociais ficaram em polvorosa, culminando com as manifestações nas capitais e muitas outras cidades, por todo o País, algumas reunindo centenas de milhares de pessoas, como ocorreu em São Paulo. O presidente Bolsonaro reagiu, e, para dizer que considera que os manifestantes estão sendo massa de manobra de grupos de oposição ao governo, chamou-os de “idiotas úteis”.

… e todo mundo tem razão

Quem protesta tem razão, porque a Educação deveria ser a última área a ser atingida por redução de verbas e são injustas muitas das críticas que têm sido feitas às universidades públicas. E o governo também tem, porque o cobertor está curto, a arrecadação tem ficado muito abaixo do previsto no Orçamento. Se a receita cai, não tem outro jeito que não seja reduzir a despesa. Os 30% alardeados como corte de verba, como só podem ser aplicados sobre as verbas discricionárias, correspondem a algo em torno de 3,6% do orçamento total da Pasta. E são, na verdade, contingenciamento, ou seja, uma redução à espera da reação no PIB. Seja qual for o nome técnico que se dê, os governos petistas de Lula e Dilma também tiveram de usar esse expediente.

Projeto Tear desalojado

Prédio alugado na Vila Moreira, onde o Projeto funcionava há muitos anos

No âmbito municipal, a repentina necessidade de desocupação do imóvel que era sede do Projeto Tear repercute bastante. Estabelecido na primeira gestão de Elói Pietá (PT), esse trabalho social tem aprovação unânime, pelos ótimos resultados alcançados na aplicação da laborterapia para pacientes de transtornos psíquicos. A Prefeitura definiu como novo local o prédio de um antigo depósito de material de construção no Parque Continental. Além de ficar distante e de difícil acesso para muitos dos atendidos, o imóvel está bastante deteriorado, sujo e seria inadequado para os trabalhos de saúde ocupacional. A administração alega necessidade de reduzir a despesa com aluguel e justifica a escolha pelo fato de ser uma propriedade do Município.

móveis amontoados no novo local para onde a Prefeitura quer transferir o Projeto

Um novo local para o Tear

O novo endereço terá de ser reformado e adaptado. Enquanto isso, a Prefeitura informou que irá alocar as atividades do Tear em diversos locais. Os usuários e suas famílias reclamam, temendo que, a exemplo do que acontece com o PA Paraíso, a obra demore a começar e o trabalho do Projeto fique interrompido, prejudicando a recuperação dos pacientes. Deve haver um espaço, no Centro Adamastor, ou outro próprio municipal, onde o Tear possa instalar-se adequadamente. Talvez algum particular disponha de um imóvel que possa ceder. Fica aqui o pedido à sensibilidade do prefeito Guti, para que olhe com carinho para essa situação, e a sugestão a proprietários que tenham condições de ceder um local, sem custo para os cofres públicos.

Valdir Carleto

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