Coluna do Carleto – 18.01.2019

Chafariz ou fonte interativa?

A notícia que mais repercutiu nesta semana em Guarulhos foi a da mãe que postou no Facebook, cogitando que a filha e a sobrinha tenham se contaminado a brincar no chafariz do Bosque Maia. Uma das meninas permanecia internada no Hospital da Criança até a última informação que recebemos. Muita gente compartilhou e surgiram vários comentários de que ali seria um lugar só para ver e não para banhar-se. Na verdade, é uma fonte interativa, funcionando no mesmo patamar por onde as pessoas caminham, porque é para entrar na água mesmo, assim como há em parques de diversão em Orlando (EUA) e muitos outros lugares pelo mundo todo.

Preconceito

Alguns comentários foram de que nesses parques as pessoas são educadas e não como quem frequenta a fonte do Bosque. Mero preconceito. Ali vai gente de todas as classes sociais. Ah! Disseram também que gente educada não faz xixi. Quer dizer que criança que brinca na fonte da Disney pede para a mãe levar ao banheiro quando está ali na farra? Duvido!

Tratamento

A Prefeitura garante que o tratamento da água é diário e que são feitos testes várias vezes ao dia, corrigindo com adição de cloro sempre que necessário. Como muitos internautas disseram que não permitem que os filhos brinquem ali por causa do forte odor de cloro, pode até ser que haja excesso desse produto e que isso tenha feito mal às crianças.

Valeu o alerta

De qualquer forma, por mais que a água da fonte seja reciclada e tratada, não é própria para beber. A internauta que divulgou o problema fez uma gentileza à cidade, pois chamou a atenção da população e fez com que o assunto fosse discutido.

Fogos sem barulho

Guti assina a Lei entre o secretário Abdo Mazloum (à esq.) e o vereador Eduardo Carneiro – Foto: Alexandre de Paulo

O prefeito Guti sancionou a lei de autoria do vereador Eduardo Carneiro (ambos do PSB), que proíbe o uso de fogos de artifício que provoquem estampidos. O motivo é que o barulho dos fogos é muito nocivo a animais, crianças e idosos. A presidente do Ciaag, entidade que ampara quem tem a síndrome do espectro autista, Alexandra Oniki, aplaudiu a iniciativa, informando que os autistas têm fortes crises quando ouvem os fogos explodirem e que essas crises demoram a passar.

Como fiscalizar?

A aplicação prática da lei será complicada. Afinal, como fiscalizar? Como punir quem solta os fogos? Fatalmente, terá de surgir e serem divulgados casos em que infratores sejam multados, para que isso se propague e a cultura de soltar fogos barulhentos mude aos poucos. A população poderá colaborar, denunciando, embora ainda falte regulamentar a lei, definindo quem irá disciplinar o uso desses artefatos. Ainda assim, é elogiável que o Legislativo tenha aprovado e o prefeito homologado. Que essa lei repercuta e outras cidades sigam o exemplo, até que uma legislação federal proíba a fabricação e a venda desse tipo de fogos de artifício.

Maria da Penha

Noticiamos o caso de um homem que foi conduzido ao DP pela Patrulha Maria  da Penha, porque agrediu a própria mãe. Poxa! Mas um caso isolado assim é notícia? É sim! Pela importância de deixar claro que nenhum tipo de violência contra a mulher é aceitável, seja esposa, namorada, companheira, amante, prostituta, irmã, filha, cunhada, sogra ou mãe. É uma questão cultural que precisa ser debatida e tratada diariamente até que os hábitos mudem.

Agora no rádio

Fui convidado pelo amigo radialista Figueiredo Jr. para participar dos programas de rádio que ele apresenta. Um boletim com notícias e comentários, de dois minutos, vai ao ar de segunda a sexta, pelas emissoras Adore FM (98,1) entre 8h e 8h27; ABC e Cumbica (1500 AM), entre 10h e meio-dia.