Coluna do Carleto – Edição 398A

Luz acesa de dia

Enquanto muitos bairros queixam-se da escuridão, debitada à má conservação da iluminação pública da cidade, há locais onde luminárias permanecem acesas durante o dia. A da foto fica na esquina da rua Marajó com a avenida Paulo Faccini, no Centro. A empresa terceirizada não está dando conta do serviço.

Por falar em luz…

Projeto de lei proposto pelo Executivo, autorizando a firmar Parceria Público-Privada para gestão do sistema de iluminação da cidade, gerou embate entre a gestão do prefeito Guti e parte de sua base aliada. Alguns vereadores questionaram a qualidade do projeto, considerado muito vago, pois dá excessivo direito à empresa que obtiver a concessão, sem definir com exatidão as contrapartidas. Enfim, faltou luz nas entrelinhas.

No apagar das luzes

Apesar da celeuma, o projeto foi aprovado na quinta-feira, dia 17. Mas, além do voto contrário da bancada petista, de oposição ao atual governo, quatro vereadores da base aliada votaram contra: Toninho da Farmácia, Paulo Roberto Cecchinato, Acácio Portela e Eduardo Barreto. O Diário Oficial do dia 18 publicou exonerações de indicados por eles.

Nova Política

Para quem se elegeu pregando uma nova postura na condução da política local, a atitude do prefeito chocou. Afinal, Guti fez nome na cidade opondo-se à administração petista e defendendo a independência do Poder Legislativo. Quer dizer que vereador aliado é obrigado a só dizer Sim?

E agora?

Diante das exonerações de comissionados indicados por Cecchinato, ele tomou a iniciativa de recomendar a seu filho e xará, que era secretário-adjunto de Obras, e a outro afilhado para deixar os cargos. Leia-se: rompeu com o Bom Clima. Isoladamente, ter o decano dos vereadores no calcanhar da Administração pode não parecer tão incômodo. O problema, além de político, é matemático, como bem frisou o jornalista Pedro Notaro: somando os sete vereadores do PT com esses quatro, chega-se a 11. Pode ser grave.

Não são só 11

A Câmara tem 34 vereadores. Tirando esses 11, restam 23; parece maioria folgada, mesmo nas votações que exigem 2/3. Porém, há os vereadores aliados ao deputado Eli Corrêa Filho: Jesus, Ramos da Padaria, Romildo Santos e Sandra Gileno, para não ir mais a fundo. Se o time de Eli resolver somar com os 11, serão 15, no mínimo. De certa forma, Guti passa a ficar na mão de Eli.

Na mão dele ou dela?

Se Eli não assusta, vale lembrar: em várias situações quem articula é a esposa, Francislene, cujos argumentos podem ser muito convincentes.

Caminhoneiros

Quando redigia esta coluna, era o terceiro dia das paralisações de caminhoneiros de todo o Brasil, contra os escorchantes preços dos combustíveis. A população, simpática ao movimento, “porque alguém tem de fazer alguma coisa”, começava a sentir os efeitos: empresas de ônibus sem diesel para rodar; aviões sem poder levantar voo; problemas na coleta de lixo, desabastecimento nos supermercados, aumento do preço de gêneros de primeira necessidade, perda de horários…

Efeito Venezuela

Se o desabastecimento se agravar, os brasileiros terão uma amostra do drama dos venezuelanos: mesmo com dinheiro na mão, não há o que comprar.

Azeredo preso

Finalmente, foi efetivada a primeira prisão de um tucano por causa do mensalão mineiro.

Solto e caladinho

Graças a habeas-corpus concedido por Gilmar Mendes, o articulador Paulo Preto foi solto. E, por isso, não fará delação premiada contra tucanos graúdos.

Santa Clara à noite

A inauguração da praça Taxista Robson de Jesus Xavier, na rua Dorezópolis, Jardim Santa Clara, deu novo e melhor aspecto ao bairro, propiciando um espaço para lazer e convivência dos moradores. A revitalização foi feita pela Guarucoop, em contrapartida à cessão do terreno onde foi construída sua nova sede.