Com proximidade das férias, presença do vírus da febre amarela no litoral exige atenção redobrada

A presença do vírus da febre amarela por todo o litoral de São Paulo é uma situação que merece atenção das autoridades públicas e também da população. Principalmente porque muitas pessoas aproveitam as férias escolares e a chegada do verão para curtir uma praia. Desde o reaparecimento da doença no país, e de alguns casos de morte confirmados, essa é a primeira vez que a região litorânea, de Norte a Sul do estado, terá o vírus circulando durante o verão, justamente a época mais propícia para sua proliferação.

O Biólogo Horácio Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS), lembra que, apesar de algumas contraindicações, o principal meio de prevenção da doença é a vacina. “Mas é importante que se faça isso o mais rápido possível, principalmente nas áreas onde a presença do vírus e registros da doença já foram identificados”, alerta o especialista. Para quem visita lugares onde há circulação do vírus da febre amarela, a recomendação é de que as pessoas se vacinem pelo menos dez dias antes de se dirigirem ao local.

Transmitida pela picada de mosquitos dos gêneros Haemagogus ou Sabethes infectados com o vírus, se não tratada rapidamente, a doença pode levar à morte em cerca de uma semana. Por isso, as pessoas devem ficar atentas aos primeiros sinais da doença. Entre os principais sintomas estão calafrios, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. “Já para os casos mais graves, os sinais mais frequentes são febre alta, icterícia e também hemorragia”, completa o membro do CRBio-01.

Dados do governo mostram que a cobertura vacinal no litoral norte é a melhor de todas, com 95% da meta atingida. No entanto, a baixada santista tem apenas 55% e a capital, 58,5%. Recomendada para a população a partir dos nove meses de vida, uma única dose da vacina já é o suficiente para se proteger da febre amarela.