A comissão especial de avaliação de denúncia contra o prefeito Sebastião Almeida (PT), formulada pelo Partido Solidariedade, reuniu-se na manhã desta quinta-feira, 28, e definiu o rito a ser cumprido até a entrega do relatório final, na quinta-feira, 5 de maio, que decidirá ou não pela responsabilidade do prefeito nas acusações. Entre elas, o fato de o prefeito não ter feito os investimentos na Educação exigidos por lei.

Na próxima segunda-feira, 2 de maio, a partir das 8 horas da manhã, os denunciantes que pedem a saída do prefeito se pronunciam e são interpelados pelos membros da comissão. O encontro é público e será realizado na sala de reuniões da Câmara, sem prazo para terminar. Caso sinta necessidade, a comissão pode convocar a sua escolha outras pessoas para depor.

A definição dos trâmites, que culminam, na próxima quinta, com a entrega do relatório, foi votada pelos 19 vereadores da comissão. Se o relatório for favorável ao pedido de impeachment do prefeito, o texto irá para discussão e votação na Sessão Ordinária da próxima quinta-feira, 5 de maio. “Caso os vereadores aprovem o documento, inicia-se um novo trâmite, desta vez com a defesa do prefeito e de representantes do Executivo”, disse o vereador Eduardo Soltur (PSD), presidente da comissão.

Na hipótese da Câmara votar pelo impeachment, uma nova comissão será instalada. “Ela, então, trabalhará por um prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 60, para indicar ou não o impeachment do prefeito”, explicou o vereador Edmilson Souza (PT), relator do processo.