Como a reforma trabalhista pode afetar a sua alimentação?

Sem tempo para se alimentarem adequadamente, brasileiros têm optado por comidas rápidas e calóricas. Mas empresas alimentícias surgem com opções saudáveis e práticas no cardápio

Não é novidade para ninguém que a correria do dia a dia atrapalha a alimentação das pessoas. Com a Reforma Trabalhista, sancionada pelo presidente do Michel Temer no mês passado e que deve entrar em vigor em novembro, o tempo para o almoço pode ser reduzido para o mínimo de 30 minutos, dependendo da negociação entre empresa e funcionário. Hoje, em uma jornada diária de oito horas de trabalho, o empregado tem o direito a uma hora de descanso, pelo menos.

Com a diminuição do horário de almoço, ficará ainda mais difícil fazer uma alimentação adequada. Algo preocupante em um País que possui 20% da população obesa – um a cada cinco habitantes. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde no começo deste ano, a prevalência da obesidade aumentou em 60% entre os anos de 2006 e 2016 no Brasil. Além disto, mais da metade dos brasileiros está acima do peso.

Tais números mostram que houve uma mudança drástica na realidade do País. Uma nação que lutava contra a fome há alguns anos, atualmente busca uma solução para combater a obesidade.

Em entrevista à BBC Brasil, o diretor do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul, Cláudio Mottin, disse que a mudança dos hábitos alimentares dos brasileiros é a responsável por ter mais pessoas acima do peso no País.

“Com pouco tempo para comer, as pessoas deixaram de fazer as refeições em casa e passaram a optar por comidas mais rápidas e mais calóricas”, avaliou Mottin.

Segundo a mesma pesquisa exposta pelo Ministério da Saúde, o consumo de feijão, considerado um alimento básico na dieta do brasileiro, diminuiu de 67, 5% em 2012 para 61, 3% no ano passado. Outro dado que chama a atenção no estudo é que apenas uma entre três pessoas consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana.

Diante desta realidade, empresas alimentícias estão preocupadas em oferecer uma refeição prática e saudável a seus consumidores. Um exemplo é a Salada Pronta Entrega, que comercializa legumes e verduras, prontos para o consumo, em potes de vidro com três opções de tamanho: grande (600g), médio (320g) e pequeno (240g).

“A experiência nos mostrou que é possível levar uma alimentação saudável a todos os ambientes. Desta forma, os trabalhadores conseguem fazer escolhas melhores durante a refeição. Disponibilizamos um cardápio, com 14 variações de saladas e sete tipos de sopas, que oferece  praticidade, saúde, sabor e que possa ser consumido em um curto espaço de tempo”, afirmou Juliana Ayres, gestora da Salada Pronta Entrega.

“Os potes equivalem a um almoço ou a uma janta. E todo o menu que disponibilizamos aos nossos clientes é desenvolvido por uma nutricionista. Sempre pensando no bem-estar das pessoas que consomem os nossos produtos”, completou Juliana.