Como funciona o Plano Direto

Quem hoje se propõe a comprar um imóvel, enfrenta muitos obstáculos para conquistar um financiamento bancário: juros altos, crédito reduzido, prazos curtíssimos para quitar a dívida e o esforço – e a paciência – para reunir uma grande pasta de documentos, comprovar renda e dispor-se a várias visitas a agências bancárias.

Essa tem sido a resposta das instituições financeiras para a economia, que vem apresentando sinais de melhora, mas ainda se recupera de um longo período de resultados ruins. A luz no final do túnel parece vir das próprias construtoras: o financiamento direto. Como funciona? Será realmente uma solução viável para quem quer sair do aluguel?
O financiamento direto, no qual o crédito para a compra do imóvel é oferecido pela própria empresa que está construindo o empreendimento, tem algumas diferenças importantes do financiamento bancário. A primeira delas, e talvez principal, é a adaptabilidade.
“A principal diferença entre o financiamento direto e o financiamento bancário é a flexibilidade”, explica Paulo Espósito, diretor de Contratos da Vegus Construtora e Incorporadora. “A construtora está sempre mais predisposta a estudar caso a caso e a oferecer uma solução condizente à realidade financeira de seus clientes”, conclui, com a experiência de mais de 9 mil acordos de financiamento firmados desde a fundação da empresa.

Diferente dos bancos, cuja preocupação central está no retorno de seus investimentos, o principal objetivo da empresa é a saúde financeira de seu empreendimento, o que abre possibilidade para uma série de medidas focadas na manutenção do contrato de seus clientes como o prolongamento de prazos para quitação e a renegociação de saldo devedor. Além disso, há um drástico alívio na documentação necessária para a obtenção de crédito. Os documentos necessários são a Carteira de Identidade e o CPF e, na maioria dos financiamentos oferecidos pelas construtoras, não é exigida a comprovação de renda.
O financiamento direto funciona como um investimento: a empresa investe em seu cliente, ao oferecer o crédito para a compra do imóvel, e o cliente investe na empresa, cooperando para a construção de seu próprio empreendimento.

Para avaliar a confiabilidade da empresa, o primeiro passo é buscar informações a seu respeito: quantos empreendimentos já entregou, há quanto tempo atua no mercado, qual a opinião de seus clientes e se há, no histórico, alguma obra não entregue. Um breve estudo sobre a história da empresa pode ser determinante.

A segunda medida é avaliar a proposta de financiamento. Deve-se pagar um valor de entrada. Se o empreendimento ainda estiver em construção, iniciará o pagamento das parcelas, sem acréscimo dos juros. Nesta fase, as mensalidades são corrigidas anualmente pelo índice do Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB/Sinduscon) ou pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC/FGV).

O tempo médio para a construção de um empreendimento é de 2 a 3 anos, dependendo do porte do condomínio. Após a conclusão da obra, haverá o pagamento da parcela de chaves para a entrega da unidade. A partir daí, as parcelas são corrigidas pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M/FGV) e acrescidos os juros.

A Vegus, empresa com atuação focada em Guarulhos, oferece há mais de 20 anos o Plano Direto como alternativa aos seus clientes, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito imobiliário. Com o prazo de até 240 meses para quitar, o Plano Direto abre amplo espaço para negociação caso a caso, oferecendo condições de pagamento personalizadas para cada contrato.