Nos grandes centros urbanos como São Paulo existem 15 ratos para cada habitante. Dependendo da espécie, podem viver nos esgotos, nos telhados e até mesmo nos eletrodomésticos, como: fogões, geladeiras e máquinas de lavar. Os mais comuns são os ratos de telhado, as ratazanas ou ratos de esgoto e os camundongos. Esses últimos, por mais bonitinhos que pareçam, assim como os grandes, são transmissores de inúmeras doenças, dentre elas:salmoneloseleptospirosetoxoplasmose ehantavirose.

Segundo Francisco Antonio Theodoro Neto, supervisor técnico da Osaka Controle de Pragas, é um erro achar que se pode eliminar completamente os roedores. “O que é possível fazer é entender a espécie, controlar infestações e afastar a colônia do ambiente doméstico”, ensina.

Theodoro explica que ratos são animais de hábitos noturnos e têm baixa tolerância à fome, por isso e por segurança, saem à noite à procura de alimentos. Suas habilidades físicas foram desenvolvidas para garantir sua sobrevivência: sua estrutura óssea é flexível, são ótimos nadadores, equilibram-se em fios elétricos e galhos, escalam superfícies verticais, saltam e têm olfato e paladar apurados. Além disso, memorizam e demarcam caminhos que facilitam o acesso à comida.

O especialista conta que os ratos podem subir pelas tubulações e emergir pelos vasos sanitários. “Eles proliferam principalmente nos esgotos, bueiros, córregos, terrenos baldios e lixões, invadem as residências pelos acessos comuns, muros, fendas e frestas, ralos e esgotos. Estão sempre em busca de comida e abrigo para os ninhos. Assim, se retirarmos os principais itens de sua subsistência, que são farta alimentação (e eles preferem comida boa à estragada), água e abrigo, eles vão procurá-los em outros locais”, esclarece.

Os roedores são causadores de incontável número de prejuízo na manutenção de imóveis e até em plantações. “Como seus dentes incisivos não param de crescer, eles precisam roer o tempo todo para gastá-los e mantê-los afiados, assim acabam roendo embalagens e materiais como madeira e cabos de fiação elétrica”, comenta Francisco Theodoro.

Para evitá-los, Theodoro recomenda esquecer as soluções caseiras. “Venenos de supermercado não evitam a proliferação desses animais. Eles desconfiam de qualquer coisa nova introduzida no ambiente doméstico. Além disso, esses produtos são perigosos à saúde das pessoas. Um rato morto na residência pode infestar o local com as pulgas que abandonam o seu corpo”, adverte. Para ele, o melhor são as iscas utilizadas pelos serviços profissionais, que eliminam as pragas com segurança e as barreiras que os impedem de entrar na casa.

A desratização pode ser realizada com placas adesivas, ratoeiras, armadilhas, aparelhos de ultrassom, pó químico e substâncias anticoagulantes colocadas nas iscas, que os ratos levam para o ninho. No entanto, Theodoro salienta que a aplicação dessas iscas deve ser feita por pessoas capacitadas no processo de manipulação. O uso indevido pode trazer malefícios para os integrantes da família e para os animais domésticos.

Dicas de prevenção contra a infestação de ratos:

  • Evite o acúmulo de entulho;
  • Faça o acondicionamento correto do lixo, mantendo-o em sacos apropriados e em recipientes fechados, longe do solo, até a coleta;
  • Nunca jogue lixo a céu aberto ou em terrenos baldios;
  • Mantenha os alimentos vedados;
  • Não deixe exposta a alimentação de pets;
  • Feche frestas, vãos e coloque telas em ralos, encanamentos ou outros orifícios;
  • Higienize as instalações de animais domésticos;
  • Desde que existam rotas de fuga, o cheiro da caixa de areia de gatos é repelente de ratos;
  • Hortelã-pimenta pode ser utilizado como repelente natural aos roedores.