Como tirar os projetos do papel?

Tamiris Monteiro
Foto: banco de imagens

Tem tanta gente com tanta ideia boa por aí, não é? Você mesmo, lendo esse texto, aposto que já deve ter tido uma boa ideia ou chegou a escutar alguma de um parente ou amigo próximo e julgou ser genial. Mas, o que acontece para a maioria das pessoas, é que a intenção de fazer algo muito legal, às vezes, não passa da linha do pensamento. E é uma pena, porque muitos insights que deixam de ser colocados em prática poderiam trazer grande contribuição para o mundo.

Mas, afinal, por que é tão difícil externar e executar o que a mente presume ser tão positivo e com alguma finalidade? De acordo com Sohati Kondo, consultor de empresas e coach no Instituto i9c, existe uma série de fatores capazes de limitar a fase de realização.

“Em anos de atendimento, percebo que muitos clientes não conseguem concretizar seus sonhos até mesmo por conflitos internos, por questões que, às vezes, remete à formação na fase uterina, como, por exemplo, algumas situações e épocas em que as famílias passam informações negativas como instabilidade econômica do país, insegurança financeira (desemprego), algum tipo de trauma, entre tantas outras que ficam registradas na nossa memória desde a concepção até a vida adulta. O medo também está entre as mais perversas crenças limitantes”, explica.

A parte boa da história é que, assim como existe um lado opressor, também faz parte de nós muitas crenças fortalecedoras que podem superar as limitantes. “Para quem deseja tirar ideias e projetos do papel algumas ferramentas podem ajudar, como: programação nerolinguística, positivismo e metodologia de ressignificação através do processo de renascimento (técnica de respiração). “No Instituto i9c, por exemplo, trabalhamos com desenvolvimento pessoal, treinamento vivencial de liderança inspiradora (líder de você mesmo) e buscamos o nivelamento dentro dos recursos que o cliente já possui que são cinco pilares: confiança, coragem, comprometimento, responsabilidade e resultados. Geralmente, diante de ações como o autodesenvolvimento, a pessoa torna-se capaz de despertar e realçar a sua capacidade de ampliar a coragem de uma forma mais sistêmica e, dessa forma, executar seu plano ou projeto de vida”, pontua o profissional.

É importante, primeiramente, vencer aquela voz interior que diz “você não é bom o suficiente para colocar essa ideia em prática”. Outra estratégia é se inspirar em táticas que já deram certo, mas adaptando-as para sua personalidade e realidade. Se a ideia valer muito a pena e, mesmo assim, o caminho para dar vida a seus projetos mostrar-se nebuloso, um coach também pode auxiliar. “Os processos de coaching ajudam a facilitar a resolução das questões no presente, utilizando os recursos para criar futuros desejados através do pensamento, sentimento, ação e resultados. Esse método de desenvolvimento humano tem como foco a criação do amanhã tão sonhado, identificando objetivos e solidificando a elaboração de um bom plano de ação para realizá-lo”, diz Sohati.

Qual é a diferença entre ideias e planos?

Ideias são motivadas individualmente e, às vezes, estão atreladas a algum sonho de empreender, inovar e até mesmo de resolver problemas, criando algo simples ou complexo. Já os planos devem ser elaborados com técnicas bem avançadas da administração que, normalmente, definem a viabilidade econômica de um projeto e o seu respectivo tamanho. Uma das prerrogativas de um bom plano é elaborar estratégias para lidar com o elevado nível de empresas que disputam os mercados em diversos segmentos.

Planos profissionais são diferentes dos pessoais

“Sempre digo aos meus clientes sobre o perigo de confiar na intuição. É importante e, para alguns casos, funciona muito bem. Mas, para projetos, penso de forma conservadora. Prefiro utilizar mecanismos de marketing, como os quatros P’s (preço, praça, produto e promoção), incluindo mais um ‘p’, que são as pessoas. Desenvolver um bom plano de negócios viabiliza mais facilmente um projeto ou chega-se à conclusão de interrompê-lo. Nas grandes corporações, as equipes de marketing executam muito bem essa tarefa.

Quando se trata de projetos de pequeno porte recomenda-se buscar auxílio externo ou pessoas da própria família que tenham este tipo de expertise. Dados estatísticos demonstram que mais de 60% das empresas encerram suas atividades em menos de dois anos. Devemos sempre acreditar nos projetos pessoais ou empresariais, porém, com o uso de metodologias eles tornam-se mais realizáveis diante das adversidades do mercado, bem como o lado de empreender. Pense grande, mas comece pequeno!”