por Fábio Carleto

Vale a pena assistir ao vídeo já visto por quase 280 mil pessoas

O imenso poder das redes sociais criou o fenômeno da viralização. Muitas vezes o que se propaga com velocidade impressionante é algo risível, jocoso, de pouca utilidade. Mas, essa potência para disseminar conteúdos pode ser muito bem utilizada. Sobretudo quando mentes privilegiadas criam algo de grande valor estético e humanitário, como a campanha colocada no ar pelo GIV – Grupo de Incentivo à Vida, organização que há 25 anos luta pelos direitos de pessoas portadoras do HIV e grupos vulneráveis à infecção.
O muitíssimo bem produzido filme, que emociona e ensina, é resultado de uma parceria que traz assinaturas de peso: Agência Ogilvy e Mather, produtora BossaNovaFilms, produtora de som Lucha Libre e CRT – Centro de Referência e Treinamento.
O vídeo mostra a inusitada história de cartazes portadores do vírus da AIDS, e começa com alguns “co-autores” das peças contando um pouco de sua experiência ou externando sua opinião sobre o preconceito que ronda o tema.
O cartaz, que foi exposto em diversos lugares, “conversa” com o interlocutor, se apresentando, dando suas medidas e especificações técnicas e expõe que é portador do vírus, para depois teorizar sobre as reações possíveis de quem o lê.
Mas, como pode um cartaz ter AIDS? É que portadores do HIV doaram sangue para imprimir uma gota na peça publicitária.
Os cartazes não oferecem qualquer risco ao público, já que o vírus não sobrevive por mais que uma hora fora do corpo humano. Para a produção, todas as medidas exigidas pela Vigilância Sanitária foram observadas para que a equipe que participou do processo estivesse totalmente segura.
As expressões das pessoas que pararam para ler o cartaz desfilam pelo filme e chamam a atenção, principalmente a de um dos jovens, que beija o papel, bem na gota.
O ponto alto é ver as pessoas que emprestaram seu sangue para dar o toque especial à arte se apresentarem aos leitores, mais do que tudo pela forma de se confraternizarem, como, aliás, sempre deveria acontecer.