Quase todo mundo tem uma cor preferida, mas, muitas vezes, as pessoas simplesmente não sabem que essa tal cor não combina com seu tom de cabelo ou pele, por não ser uma cor complementar. Mas, afinal, o que é uma cor complementar? Para entender esse conceito, primeiro é preciso entender como funcionam as cores em geral.
Para dar base a todas as cores, existem as chamadas cores primárias, (aquelas que não podem ser obtidas com a mistura de outras cores) que são o magenta, azul ciano e o amarelo. Derivado da mistura dessas surgem outras três cores, as chamadas secundárias: laranja, verde e violeta. Em seguida, quando se misturam as cores primárias com as secundárias, aparecem as terciárias, formando mais seis tons.
Todas essas cores são responsáveis pela construção do círculo cromático, por meio do qual se consegue construir uma infinidade de outros tons. Formado esse círculo, surgem então as cores complementares, que nada mais são do que aquelas que se posicionam em lados opostos umas das outras, gerando uma harmonia entre si, como, por exemplo, verde e vermelho, amarelo e roxo, azul e laranja, entre outras (veja o círculo ao lado).

Como a mágica acontece
Trazendo para o mundo da beleza e da moda, o uso de uma cor errada pode tanto elevar o estilo quanto destruir um look; por isso, não é à toa que aquelas atrizes do tapete vermelho aparecem sempre deslumbrantes, o fato é que elas sabem – ou contam com alguém que saiba – como usar os tons certos para realçar a beleza.
É como se a cor fosse mais uma peça ou acessório que dá aquele toque final. “As cores são refletidas em nossa pele quando somos expostos à luz. Por isso é preciso conhecer quais tons que, quando utilizados próximo ao rosto, irão refletir de maneira positiva em nossa face”, explica a consultora de imagem e estilo da Découverte Consultoria de Imagem e Estilo, Renata Pires.
Segundo ela, a cor certa traz benefícios mágicos para o visual. “A pele fica mais iluminada, nosso semblante levanta, as marquinhas de expressão e olheiras são disfarçadas, a pele fica mais uniforme, viçosa e saudável. Quando utilizamos as cores certas, a sensação é de que passamos uma leve camada de pó no rosto. Mas as erradas podem destruir a aparência. Utilizar um tom que não está em sua cartela pode trazer resultados indesejáveis. Tudo o que queremos camuflar acaba ficando em evidência, a pele fica amarelada e com aparência apática”, afirma Renata.

Escolha
A consultora ainda explica que, mesmo com o destaque que as cores complementares trazem para o visual, nem todas as pessoas se adaptam ao seu uso. “As cores complementares normalmente compõem combinações criativas ou dramáticas. Não são todas as pessoas que gostam do resultado dessas combinações. Eu acredito muito e gosto de arriscar. Sempre incentivo meus clientes a verem como se sentem, mas tudo com muita consciência e autoconhecimento”, conta Renata.

Cores universais
Algumas cores complementares podem ser consideradas universais já que combinam com qualquer tom de pele. “Temos um tom de azul e salmão que são considerados universais, pois sua composição está equilibrada entre tons quentes e frios. Mas o vermelho e o verde (que não são universais) são uma combinação mais presente no nosso cotidiano”, explica a consultora.

Arrisque
O primeiro passo para quem quer utilizar as cores complementares para compor o look diário é saber quais são os tons que irão favorecer. “É interessante utilizar um ‘amigo’ maravilhoso para aguçar nossa criatividade: o círculo cromático”, afirma Renata. “Considero as cores a informação mais importante na composição de um look. Elas são capazes de influenciar nosso comportamento e o das pessoas com quem nos relacinamos. Acertar a cor em um look é garantia de 50% de sucesso. Todos querem ressaltar o que têm de melhor e a cor ideal ajuda nessa missão”, finaliza a consultora.