Costureira e porta-bandeira com mais de 100 anos serão homenageadas

Assunto: Centenário Maria Pio dos Santos Carvalho Local: Data: 28.11.2017 Foto: Fabio Nunes Teixeira
Assunto: Anésia de Souza
Local:
Data: 29.11.2016
Foto: Fabio Nunes Teixeira

Na próxima quarta-feira, 13, a Prefeitura de Guarulhos irá homenagear sete idosos do município com mais de 100 anos de idade com um chá da tarde e a entrega do 4º Troféu Centenário, às 16 horas, no Adamastor Centro. A costureira Maria Pio dos Santos Carvalho e a ex-porta-bandeira Anézia de Souza – moradoras do município – estão entre os centenários que serão laureados.

Há quase 60 anos, a costureira Maria Pio, nascida em Tabira/PE, fixou residência em Guarulhos. Atualmente vive no Jardim Palmira e conta dia e noite com a companhia e carinho de suas filhas, que se revezam para cuidá-la. Mãe de 14 filhos, avó de 37 netos e com 20 bisnetos e seis tataranetos, aos 100 anos (completados em julho), ela se alimenta bem, tem alguns problemas de saúde controlados e caminha com auxílio de um andador. Até pouco tempo atrás, os filhos a chamavam de “Maria Gasolina” porque gostava muito de sair de casa para visitar familiares e ir à missa.

Maria perdeu os pais cedo, foi criada pelos tios e trabalhou na roça. Casou-se aos 16 anos com o empreiteiro, de quem gostava muito. “Eu era louca por ele”, disse a centenária sorridente, vestindo o mesmo chapéu usado na festa de seu aniversário.

Sobre a vida que teve, é positiva. “A vida é boa. Nunca briguei com ninguém”, afirmou a costureira que adora conversar com “Bigulim” – o sabiá que ganhou de um dos filhos.

Porta-bandeira

Natural de Limeira/SP, Anézia fez 100 anos em abril e mora na Vila Galvão há 62 anos, no mesmo endereço. A ex-porta-bandeira da escola de samba paulistana, Camisa Verde Branco, vive na companhia de uma filha e de uma neta. Divorciada, teve duas filhas, cinco netos, quatro bisnetos e dois tataranetos. Trabalhou a vida toda em casa de família até se aposentar.

Com apenas três anos, ela plantava couve no quintal da avó e, acredita-se que daí herdou o gosto pelas roseiras cultivadas até pouco tempo atrás, na frente da casa, e da horta, perto do galinheiro, no fundo do quintal. Ensinou netos e bisnetos a cuidar das plantas.

Anézia costumava levar as filhas e netos para passear no Lago dos Patos e sempre gostou de dançar. “Me ponho bem bacana e saio dançando qualquer samba. Gosto de um sambinha. É tão bom. Quero só alegria”, contou a ex-porta-bandeira que ainda samba nas festas familiares.

Ela frequenta a missa semanalmente, vai ao mercado e faz caminhada com a neta em dias alternados. Às vezes, ainda ajuda na cozinha, picando alimentos. Come de tudo, cuida da saúde e conserva uma silueta esbelta, sem apresentar varizes nas pernas. A vista boa ainda lhe permite fazer toalhinhas de crochê para as netas.

Esbanjando alegria, a limeirense gosta da casa cheia e se considera uma pessoa feliz. “Lutei, trabalhei, fiz minha casa com a ajuda das minhas filhas e fui feliz. Gosto de estar cercada de gente. A vida é ótima!”, finaliza Anézia

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