Série deixa muitas possibilidades para o futuro ao encerrar sua melhor temporada até agora

George R.R. Martin, autor dos livros que inspiram Game Of Thrones, não é muito conhecido por sua pontualidade. Após diversos adiamentos, Martin não finalizou a tempo o sexto livro da saga, que serviria de base para a sexta temporada. E isso foi um tremendo trunfo para a série! Tudo o que aconteceria daqui em diante seria desconhecido, onde teorias e especulações dos fãs tomaram o lugar dos fatos conhecidos dos livros. O fator surpresa foi presente em todos os momentos. E por não ter um material base que norteasse o rumo das coisas, os criadores e roteiristas da série, D.B. Weiss e David Benioff, tiveram muito mais liberdade criativa para tomar decisões, mas sempre tendo o aval de Martin. O autor entregava os pontos chaves, e Wiess e Benioff elaboravam todo o caminho a ser percorrido até lá.

Foto: Divulgação/Internet
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[Cuidado! O texto abaixo contém spoilers da 6ª temporada]

Ao contrário dos anos anteriores, a sexta temporada de GoT começou em um ritmo frenético, e o manteve por bastante tempo. A primeira metade da temporada trouxe consigo muitas reviravoltas, revelações e conclusões de arcos que há muito tempo esperavam um desfecho. O aguardado retorno de Jon Snow (Kit Harrington) dos mortos e seu encontro com sua meia-irmã Sansa (Sophie Turner), Daenerys (Emilia Clarke) saindo triunfante do fogo após derrotar seus sequestradores dothraki ou o trágico destino de Hodor (Kristian Nairn) perante ao exército dos White Wlakers são apenas alguns dos grandes momentos que marcaram a primeira metade da temporada.

daenerys
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E como toda temporada de GoT que se preze, os episódios 6, 7 e 8, pouco movimentados mas de grande importância para o desenrolar da trama, serviram para preparar o terreno para a tão esperada Batalha dos Bastardos, que reuniu o exército de Jon Snow para enfrentar as forças do sádico Ramsey Bolton (Iwan Rheon), na tentativa de retomar Winterfell. O epsódio, intitulado “The Battle Of Bastards” foi, por sinal, um dos melhores da série até hoje. A qualidade técnica, principalmente nas cenas da batalha, mostrou que Game Of Thrones tem capacidade para se equiparar à muitas produções hollywoodianas, talvez até superá-las.
Por fim, o (ótimo) décimo e último episódio da temporada serviu para nos dar um vislumbre do que vem por aí. Um emocionante momento entre Daenerys e Tyrion (Peter Dinklage), a proclamação de Jon como o Rei do Norte e o retorno de Cersei (Lena Headey) a sua posição de poder (e se tornando a nova rainha de Westeros..!) marcaram o término de uma temporada que começa a dar indícios do fim de Game Of Thrones.
Com tantas possibilidades em aberto e apenas duas temporadas restantes, fica difícil de imaginar que ficará com o Trono de Ferro no final…

Nota: 10/10