Deputados estaduais evitam investigar fraude da merenda

Depois de deixar de fazer algumas reuniões, por falta de quórum, a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) preferiu aprovar, nesta terça-feira (19), projetos de lei sobre temas religiosos, em vez de analisar requerimentos protocolizados sobre a máfia da merenda escolar, acusada de desviar verbas por meio de superfaturamento em compras, beneficiando deputados da base aliada do governador Geraldo Alckmin, incluindo o presidente da Alesp, o tucano Fernando Capez, que nega participação no esquema, dizendo-se vítima de armação política.
O deputado Carlos Gianazzi, do PSOL, insiste na instalação de uma subscomissão específica para investigar o caso. Parlamentares do PSDB pedem mais tempo para analisar os documentos relativos à denúncia.