Por Tamiris Monteiro

Os dias de calor combinam perfeitamente com um cabelo mais despojado e muitas mulheres têm preferido deixar os fios com aspecto mais natural, abandonando os processos de alisamento, como a progressiva. Para quem sente saudade dos cachos ou das ondas e não quer esperar até a progressiva sair totalmente do cabelo, uma opção é fazer a escova desprogressiva.

“A desprogressiva é recomendada para quem já fez progressiva e não deseja mais refazer. Tudo dependerá muito do desejo ou objetivo da cliente, em conjunto com o estado em que o fio de cabelo se encontra. Por isso, antes de fazer o procedimento, é necessária uma avaliação de um profissional cabeleireiro, para identificar se é possível ou não, mediante um exame ou teste, aplicar a desprogressiva. Em alguns casos, por exemplo, é necessário fazer fortalecimento e nutrição dos fios antes da aplicação, para que fiquem sadios. Isso acontece porque a progressiva age desidratando ao extremo os fios para alcançar o objetivo do liso”, explica Iramar dos Santos Marques, cabeleireira e proprietária do Maison Visage By Ira.

Importante mencionar que há restrições para o uso da desprogressiva e, dependendo da situação, a química nem pode ser usada.  “Quando o cabelo está elástico, os fios já estão mortos, e quando o cabelo chega nessa situação, ele não responde mais. Aí, só tesoura mesmo. Isso normalmente acontece quando o cabelo passou por muitas químicas sem qualidade ou não teve manutenção adequada, ou os dois juntos”, avalia a profiissonal.

Mas, afinal, como funciona? Pelo nome, até pode parecer que a técnica elimina a química da progressiva, permitindo que o cabelo volte ao estado natural, mas não é bem assim. A desprogressiva não remove o alisamento: trata-se de outra química que se sobrepõe, fazendo com que os fios fiquem ondulados ou cacheados. Um dos maiores benefícios é a possibilidade de obter cabelos maleáveis, sem frizz e sem volume. No entanto, o ideal é seguir tratamentos capilares posteriores para manter os fios saudáveis.

De acordo com Iramar, a base da desprogressiva é o ácido glicólico e o produto funciona agindo no córtex do fio, modificando a forma lisa para a enrolada. Diferente da progressiva, a desprogressiva não precisa ser refeita, isso porque o cabelo vai voltando ao padrão natural.  “Geralmente, as clientes não voltam para refazer, embora isso possa ser feito, mas é mais comum voltarem para nutrir a fibra ou para soltar o cacho natural no caso de cabelos muito encaracolados”, pontua.

Também vale ressaltar que a desprogressiva deve ser utilizada para devolver os cachos dos cabelos já naturalmente encaracolados ou ondulados depois de uma progressiva. Sendo assim, o processo não é muito recomendado para cabelos com a estrutura lisa, pois não tem como função criar novos cachos.

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