Por Jônatas Ferreira

O hambúrguer deixou de ser uma rápida e simples opção caseira de fim de semana e passou a ser a iguaria dos chefs. Com os famosos molhos artesanais, são feitos com detalhes que agradam dos mais refinados paladares até gente que procura somente um bom lanche para saborear. Não é preciso perambular muito pelas cidades para achar uma hamburgueria. Popularizado nos Estados Unidos, as opções ‘abrasileiradas’ e estrangeiras do hambúrger saltam aos olhos nos cardápio das casas gastronômicas. Ter a opção nos restaurantes, hoje, é quase uma lei.

Não é uma simples união de proteína e carboidrato; é um prato gourmet. Existem segredos que cada casa, que decide ter o hambúrguer como carro-chefe, guardam a sete chaves. Textura, o ponto de preparo, assado na brasa ou frito na chapa, os ingredientes, o molho da família, o tipo de carne (…) a imensidão de probabilidades que a carne entre duas fatias de pães pode ter é um mundo a ser explorado cada vez mais.
O amor é tanto que o prato ganhou um dia de comemoração mundial: 28 de maio. Afinal, quem não gosta de saborear um suculento hambúrguer? Opções de preparo e gosto não faltam. Garanto que antes de terminar de ler essa matéria, você estará com água na boca; só não vale morder a revista.

História

Difícil apropriar-se de uma criação tão simples, que é a carne entre dois pães. Desta combinação, os americanos alegam serem os inventores. Quem diz o contrário, afirma que os principais ingredientes desse lanche já existiam há muito tempo.

Diz a lenda que no século XII, uma tribo de mongóis colocavam as carnes embaixo da sela dos cavalos para amaciar até o bife se tornar uma espécie de pasta. A história é controversa, mas existem os que apostem nela. Daí começou a surgir a ideia da carne triturada.

Na Alemanha, já no século XVII, um açougueiro de Hamburgo moeu pedaços de carne e adicionou temperos, modelando em forma de bifes arredondados. O produto logo se difundiu na cidade.

O tal bife de carne moída foi levado aos EUA pelos alemães na metade do século XIX. Os grandes adeptos da carne, a princípio, foram os marinheiros. A comida era barata e saborosa. Juntada entre dois pães, ficava perfeita. A rapidez em se fazer o prato uniu-se às necessidades de praticidade da Era Industrial, pelo pouco tempo que os trabalhadores tinham para se alimentar.

A ideia expandiu-se a partir de 1904, na feira mundial de Saint Louis, capital do Missouri, quando o lanche foi apresentado aos americanos de uma forma mais geral. Porém, somente em 1921, surgiu a primeira lanchonete, cujo prato principal era o hambúrguer frito a vapor e cebola, sendo vendido a cinco centavos de dólar – a White Castle. Em funcionamento até hoje, foi ela a responsável pela inspiração da criação de outras redes parecidas. Em 1935, a White Castle chegou a vender 40 milhões de hambúrgueres.
Então, em 1948, os irmãos Dick e Maurice Mc Donald, em San Bernardino, Califórnia, com um restaurante reinventado, venderam a promessa de servir o lanche, acompanhado de batatas fritas e refrigerante, em menos de um minuto, dando assim, o passo inicial que revolucionou o mundo do fast-food e levou o hambúrguer para o topo das preferências.

No Brasil

O hambúrguer chegou ao Brasil em 1952, com o primeiro Bob’s, fundado em Copacabana, no Rio de Janeiro, pelo tenista americano Robert Falkemburg, campeão do torneio de Wimbledon, em 1948. Aos moldes dos fast-foods dos EUA, hoje, a rede é uma das maiores na América Latina, sendo a terceira no Brasil. Vale ressaltar que o restaurante trouxe também às terras tupiniquins o milk-shake e o sundae. O MC Donalds só chegou ao Brasil em 1979.

As grandezas não estão somente nos lanches

Longe de só satisfazer os paladares, o hambúrguer também promove o bem. Num sábado qualquer de setembro de 2015, três amigos tiveram uma ideia em um dos encontros casuais que o grupo realizava. Fascinados por hambúrgueres artesanais e com o desejo de promoverem ações sociais, Erick e Tacio Watanabe e Thiago Salles criaram a Hamburgada do Bem.

O projeto leva o lanche feito de forma artesanal para crianças carentes, além de atividades educativas e de recreação. Próximo de completar dois anos – a primeira edição aconteceu em outubro daquele ano -, a Hamburgada já realizou 25 edições.

Em uma edição especial de dezembro de 2016, foram 1.700 crianças alcançadas e 1.218 voluntários. Além de Guarulhos, cidade natal do projeto, os municípios de Ribeirão Preto, Barueri e Rio de Janeiro também já receberam a Hamburgada do Bem.

Entre os lugares mais marcantes em que o projeto chegou, Tácio Watanabe conta que foram três: em parceria com a Ong Adus, o grupo levou os lanches para refugiados no Brasil. Crianças da comunidade da Rocinha, no Rio, também já foram contempladas e os hambúrgueres do bem também já fizeram história em uma tribo indígena, que fica localizada no Pico do Jaraguá – segundo Tácio, o lugar mais miserável que já visitaram.

Watanabe acredita que já alcançou cerca de 11.500 crianças. No sistema, há cinco mil voluntários cadastrados. Por edição, pelo menos 1.500 hambúrgueres são feitos. “Os vegetais são frescos e cortados na hora. A carne também é fresca, sendo moída no dia do evento. Temos um fornecedor que nos atende desde o começo do projeto. A composição do hambúrguer, que tem 120 gramas, é de dois tipos de carne: 70% de acém e 30% de costela”, conta o líder de cozinha do projeto, Danilo Monteiro. “Para preparar o hambúrguer usamos churrasqueira pra deixar aquele gosto de churrasco. Nosso pão é da marca Kim. Usamos também maionese e ketchup da marca Heinz, além de queijo cheddar Polenghi Sandwich-in”, completa.

Todos os lanches são feitos no dia do evento, poucas horas antes das crianças chegarem. E, claro, o grande segredo da receita e de todo o trabalho não está nas grandezas do molho ou na textura da carne, mas sim, no amor em que tudo é preparado.

Curiosidades

• Em 1929, foi criado um personagem dos quadrinhos viciado em hambúrguer, o Dudu (J. Wellington Wimpy, no original), do clássico Popeye;
• Os Estados Unidos são maior consumidor de hambúrgueres no mundo. Em média, um americano come três hambúrgueres por semana;
• O hambúrguer mais caro do mundo foi criado pelo chef Franz Aliquo, sendo feito com carne de Kobe envolto em folha de ouro, patê de foie gras, caviar, lagosta, trufas, queijo Gruyere derretido no vapor de champanhe, molho de churrasco Kopi Luwak e sal grosso do Himalaia. A combinação requintada recebe o nome de Douche Burger e é vendida por 666 dólares.
• Judeus tem um McDonald’s específico que atende às exigências da cultura. Não se pode comer carne misturada a derivados lácteos, nem mesmo as chapas podem ter feito a mistura dos ingredientes. Detalhe: os lanches não acompanham bacon;
• Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles no pão com gergelim – o Big Mac – nasceu em 1968.

Aproveite!

Guarulhos é uma cidade rica e sua gastronomia não seria diferente. Os apreciadores deste prato podem aproveitar o Dia Nacional do Hambúrguer – 28 de maio – saboreando hambúrgueres artesanais diferenciados pelas casas da cidade. Pensando em você, leitor, a revista Weekend listou os carros-chefe de algumas das principais casas que oferecem os saborosos lanches. Portanto, aproveite e lembre-se: não vale morder a revista.

Cheeseburger Madero

Restaurante Madero – Recém-chegado em Guarulhos, o chef Junior Durski costuma dizer que a grande criatividade do Madero é fazer bem feito o que já está inventado. O carro-chefe é o Cheeseburger Madero, eleito por cinco vezes o melhor pela revista Veja, além de colecionar outros prêmios em diversas cidades do País. Preparado com carnes nobres e cebolas grelhadas na churrasqueira, alface americana, tomates frescos, queijo cheddar e maionese artesanal. O pedido acompanha batata frita. O ketchup é da casa. Há opções vegetarianas. Como sobremesa, a casa tem o tradicional petit gâteau de doce de leite com sorvete artesanal e calda de frutas vermelhas. O lanche custa R$ 37. Segunda a quarta, domingos e feriados, das 11h45 às 22h30. Quinta a sábado, das 11h45 às 0h. Informações: 2485-1060. Endereço: Shopping Maia – Avenida Bartolomeu de Carlos, 230 , Jardim Flor da Montanha.

Larissa Burger

Vira-Latas – A casa tem mais de 70 rótulos de cerveja importada e artesanal. O destaque fica para o hambúrguer de Inverno da casa, com um buraco no pão, onde é jogado queijo de foundue. Nele vai pão com gergelim, molho da casa, hambúrguer de picanha 160 gramas, tomate, bacon; além de batatas fritas como aperitivos. Há destaque também para o cardápio de Inverno, com fondue de queijo ou carne e sopas. Desde 2010, a casa promove trabalho social com animais, em que uma verba é revertida mensalmente para Ongs ou protetores independentes de Guarulhos. O lanche custa R$ 29,90. Terça a quinta das 16h às 23h. Sexta e sábado, das 16h à 0h30. Domingo, das 16h às 22h. Informações: 2382-7032. Endereço: Timóteo Penteado, 904, vila Progresso.

Burger Maker

Burger Makers – Ambiente aconchegante e descolado. Com produtos frescos e de primeira linha, o blend de costela é moído diariamente. Há opção de montar o lanche ao gosto do cliente, trocando o pão, queijo e adicionando outros ingredientes, inclusive escolhendo o ponto da carne. O carro-chefe é o Burger Maker com 160 gramas de carne, cheddar, cebola caramelizada, couve crispy e maionese artesanal no pão australiano. Na sobremesa, tem o ice burger, que são cookies mais sorvete. O lanche custa R$ 27. Quarta e quinta-feira, das 19h à 0h. Sexta e sábado, das 19h às 2h. Domingo, 19h à 0h. Informações: 2229-0790. Endereço: Rua São Jorge, 17, vila São Jorge

Oficina Burger

Oficina Burger – A paixão por carros fez com que a família seguisse o conceito fundo de garagem norte-americano para dar estilo ao restaurante. O carro-chefe foi desenvolvido pelo chef Felipe Troiano, a partir da sua experiência na Austrália e leva o nome da casa. Feito na grelha, sobre o carvão, os ingredientes são refinados: pão preto australiano, o exclusivo blend V8 de hambúrguer 170 gramas preparado com carnes nobres, na medida exata de gordura; cheddar inglês, cebola crispy, peperoni e maionese especial da casa. O restaurante permite a escolha do ponto da carne preferido. Há, ainda, opção de o cliente montar o seu próprio lanche a partir de uma variedade de opções. Para sobremesa, tem churros na taça. O lanche custa R$ 30. Terça a Quinta e Domingo, das 18h30 às 23h30 Sexta e Sábado, das 18h30 às 2h. Informações: 2600-8417. Endereço: Rua Tapajós, 232, Jardim Barbosa.

Alexandre, o Grande

Johnny Hudson – Construída com containeres, a hamburgueria traz um estilo medieval, com estacionamento gratuito e manobrista, além de playground. O carro-chefe da casa é o Alexandre, o Grande. Com pão de batata, o hambúrguer é preparado com dois blends de 120 gramas cada, três queijos (muçarela, gorgonzola e cheddar), bacon em tiras, cebola roxa e alface. A casa garante carnes frescas todos os dias, temperadas com sal rosa do Himalaia, além de molho caseiro. Para sobremesa tem duas rodas de churros recheadas com Nutella e doce de leite coberto com sorvete de creme com um toque de granulados de castanha – o Merlin. Os preços variam entre R$ 22 a R$ 37. Terça a quinta das 12h às 23h. Sexta a domingo das 12h às 1h. Informações: 4386-4722. Endereço: Rua Felizarda Firmino de Andrade, 68, Centro.

Black Dragon

Stone House – Com a proposta de buscar influências em diferentes culturas e escolas gastronômicas, o restaurante tem como carro-chefe o Balck Dragon, hambúrguer artesanal que mistura ingredientes ocidentais e orientais. O lanche é composto de pão australiano, crispy de couve, bacon e molho tonkatsu. A maionese e o ketchup são feitos na casa. Além disso, a Stone oferta uma carta de cervejas artesanais, inclusive a criação exclusiva produzida por seus mestres cervejeiros. Os preços dos hambúrgueres vão de R$ 17 até R$ 28. Terça a quinta, das 18h às 23h. Sexta e sábado, das 18h à 0h. Domingo das 12h às 23h. Informações: 2536-2130. Endereço: Avenida Emílio Ribas, 665, Jardim Tijuco.

X-Tudo

Postinho – Entre os 400 pratos do cardápio, um dos mais tradicionais restaurantes guarulhenses – na cidade desde 1989 – tem como um dos destaques o X-Tudo artesanal feito de filé mignon, acompanhado de queijo, bacon, ovo, cebola, vinagrete, maionese e salada de alface e tomate. O Postinho tem duas unidades em Guarulhos, sendo uma na Vila Galvão e outra no Centro. A casa tem como destaque a sua fiel clientela. O lanche custa R$ 21, com fritas sai R$ 29. Domingo a quinta, das 9h à 1h. Sexta, sábado e feriados, das 9h às 2h. Informações: 2452-0256/ 2468-0805. Endereço: Unidade 1: Timóteo Penteado, 4.338, Vila Galvão/ Unidade 2: Rua Luiz Faccini, 108, Centro.

X-Burger Cheddar Cebola

Maria Cereja – Há mais de 20 anos, faz jus ao slogan “Guarulhos se encontra aqui”. Além de pães, bolos, petit fours e outras guloseimas que a padaria oferece, há os sanduíches, com destaque para o hambúrguer caseiro 120 gramas, com cheddar e cebola frita ao molho shoyu. O lanche custa R$ 19,50. O cliente ainda tem a vantagem de aproveitar a diversidade de doces da padaria. Segunda a quinta, das 6h às 22h30; Sexta, das 6h às 23h; Sábado, das 6h30 às 23h;  Domingo e feriados, das 6h30 às 22h30. Informações: 2443-2202. Endereço: Paulo Faccini, 1287, Jardim Maia.

The Meat Burger

The Meat Burger – O lanche que leva o nome da casa é composto por pão brioche, blend de 170 gramas, queijo, cebola crispy, picles, bacon e molho especial. O diferencial fica para a cebola crocante e o molho da casa. Todos os ingredientes são frescos e de primeira qualidade. A casa tem um espaço aconchegante e acolhedor. A sobremesa é pudim de leite condensado. O lanche custa R$ 25. Quartas e quintas, das 18h30 às 23h. Sextas e sábados, das 18h à 0h. Domingo, das 18h às 23h. Informações: 3428-3744. Endereço: Avenida Emílio Ribas, 435, Centro.