Eliane Finke e seu amor pela profissão

Eliane Finke começou a trabalhar aos 15 anos, como auxiliar de classe do maternal. Depois, foi professora de educação infantil e fundamental na rede privada, por dez anos. Passou no concurso da Prefeitura de Guarulhos para diretora de escola, e atuou por sete anos. Em seguida, abriu sua própria escola juntamente com a mãe, que também era professora. Hoje, o Colégio Finke já completa quase 20 anos.

Diretora da escola, Eliane é formada em Pedagogia, Ciências e pós-graduada em Psicopedagogia. É casada com Wagner Raiter José e tem dois filhos, Vinícius e Bárbara. “Ser diretora de escola é uma atividade de tempo integral. Requer dedicação e preciso me policiar para que a família não fique em segundo plano. Sempre me preocupei de estar com os filhos à noite, verificar lição de casa, trabalhos escolares, etc. É muito importante termos disciplina e dividirmos nosso tempo entre profissional e pessoal. É possível, não é tão difícil assim”.

Eliane conta que sempre quis ter sua própria escola. Desde pequena já brincava de escolinha e na adolescência dizia para sua mãe em que se transformaria cada cômodo da casa quando ali fosse uma escola. “Nunca pensei em fazer outra coisa. Toda a minha trajetória pessoal foi focada nisso.”

Comenta que empreender no Brasil é muito difícil, porque a situação político-econômica e a burocracia atrapalham. “São muitos impostos e taxas. É impossível cumprir todas as obrigações legais sem ajuda especializada. Além disso, é necessário trazer a inovação para seu negócio. Para as mulheres, é necessário o apoio familiar. Para mim, foi importante o apoio integral de minha família; além do marido e filhos, meus pais também sempre me ajudaram, tanto na criação dos filhos como na escola, onde minha mãe também trabalhava.”

Como líder, procura estar atenta às necessidades de todos, ser justa, com os colaboradores e clientes, sincera e humana. Trabalha muito, mas gosta dessa intensidade, pois não consegue ficar parada. “Planejar atividades para os alunos ou eventos escolares é muito gratificante. O processo de criar, planejar e ver o resultado exerce fascínio em mim. A finalização de um projeto, a satisfação das crianças, o brilho no olhar delas e de seus pais… Isso me deixa muito feliz.”. Ela conta que sua equipe a chama de Alice, em referência à personagem dos contos de fada, porque está sempre “viajando”, imaginando cenas, brincadeiras e atividades onde as crianças possam aprender muito, mas sempre se divertindo também.

Para quem for empreender, recomenda: “Prepare-se para viver alguns anos só reinvestindo. O início é difícil e requer muita dedicação em horas de trabalho e investimentos, mas nunca deixe de sonhar. O sonho faz parte do empreender, é a mola propulsora. Sonhe sonhos possíveis e planeje-se para executá-los; o resultado é muito prazeroso”.

O Dia Internacional da Mulher para você representa… uma conquista e realização, uma data para lembrar a nós mesmas o quanto somos especiais, o quanto lutamos desde o século XIX para chegarmos onde estamos.