A advogada Elisângela Lino, pós-graduada em Direito Previdenciário, abriu o seu próprio escritório com apenas 22 anos de idade. Mesmo com as dificuldades do início da profissão, mostrou resiliência e tornou-se uma especialista naquilo que faz. Hoje, aos 39 anos, e com mais de dois mil processos que passaram por suas mãos, a Lino Advogados está para completar 17 anos.

O contato com a profissão, porém, vêm desde os 14 anos de idade, quando colaborava na empresa da família, que prestava serviços junto ao INSS. Segundo ela, na época, era impossível deixar de notar a longa fila de pessoas, muitas vezes de doentes e idosos, que às vezes viravam o dia para conseguir o seu benefício. “Apesar de estar no escritório do meu pai somente para ajudar, eu passei a ter a luta daquelas pessoas como sendo a minha”, conta.

Bem-sucedida, Elisângela tem uma agenda concorrida. No entanto, ela busca conciliar a rotina do escritório sem deixar de lado o seu papel de mãe e esposa, o qual considera fundamental para se ter uma vida feliz e realmente próspera. “Desde os meus 14 anos eu trabalho com prazos, com o tempo, remindo-o sempre. A experiência nos permite administrar bem os nossos compromissos profissionais e familiares, nos habilitando a priorizar os cuidados com a família, além de, claro, sobrar um tempo para cuidados com o corpo e saúde”.

Para a advogada, que preza pelos princípios cristãos, as mulheres têm sido cada vez mais valorizadas pela sociedade, o que representa o resultado de uma luta ferrenha e sangrenta ao longo da história. Contudo, ela pede que a mulher moderna não se esqueça da sua importância em uma família. Elisângela é casada há 16 anos com Alexandre J. Francisco, a união gerou o pequeno Alexandre Lino Francisco, o Júnior, de 8 anos. Ela conta que a partir da maternidade, a empresária que antes passava mais de 18 horas diárias no trabalho, reduziu seu tempo dedicado ao serviço para cerca de 8 horas, por entender que a presença da mãe é de extrema importância para a família que escolheu constituir.

“Quando me tornei mãe, passei a entender o meu papel. No início até trabalhava de casa, mas percebi que meu filho precisava de mim por completo nos momentos que estou no meu lar”, explica. “Afinal, aquelas mulheres que no século 18 iniciaram a luta para ter seus direitos humanos e sociais garantidos, como menor jornada e melhores condições de trabalho, queriam também passar mais tempo ao lado de suas famílias”, completa.