Espalha Fatos – 05/10

Tirania ou democracia?

Assim que foi publicada nas redes sociais a nota do Partido dos Trabalhadores que pede para sua militância não votar no segundo turno nem em Guti (PSB) e nem em Eli Corrêa Filho (DEM), centenas de críticas bombaram de todos os lados. Acusados de pensarem exclusivamente no próprio umbigo, os internautas não perdoaram a ação dos petistas, que aos olhos da maioria declararam oposição sistemática ao próximo prefeito somente por causa de seus interesses pessoais. E o povo que se lixe!

Racha

A bancada petista não se entendeu muito bem na tarde de ontem durante a sessão ordinária da Câmara. Assim que Edmilson Souza leu a nota do PT pedindo a anulação do voto da militância no 2º turno das eleições para prefeito, seu colega Marcelo Seminaldo criticou a decisão da executiva petista afirmando que tal atitude beirou a “arrogância”. Em seguida Genilda não se conteve e cutucou Seminaldo: “Lamento que não tenha concordado com a decisão, mas agora cumpra-se”, sugerindo que não houvesse discussão sobre o assunto.

Fora de sintonia

Depois disso, o vereador Zé Luiz (PT) comemorou na tribuna a suposta “neutralidade” da sua sigla no próximo dia 30. Rapidamente o colega de bancada Edmilson Souza corrigiu o parlamentar petista: “Não existe neutralidade. Ser neutro é não ter opinião. A postura do PT não é arrogância, é opinião política”, se referindo ao petista Marcelo Seminaldo que também não gostou do posicionamento oficial do Partido dos Trabalhadores que defende a anulação do voto por parte da militância no 2º turno.

Motivação

Dizem na cidade que enquanto um dos candidatos a presidente da Câmara comemora sua reeleição para vereador, o outro presidenciável já começou o convencimento dos demais colegas para que votem em seu nome no dia 1º de janeiro. Segundo consta, alguns parlamentares da próxima legislatura estão recebendo milhares de motivações, principalmente neste momento em que estão apertados com as despesas da campanha. O problema é que a precipitação no encaminhamento das prévias antes da votação do 2º turno pode gerar traições inesperadas, pois dizem que na política “muitos dormem de cueca e acordam de calcinha”. Ai que susto!

Trapalhada

Depois de anunciar na tribuna da Câmara que apoiaria o candidato Eli Corrêa Filho do DEM no 2º turno, o vereador Gilvan Passos (PSDB) declara que se confundiu e corre nas redes sociais para desmentir sua própria fala: “Mesmo tendo recebido apoio político de Eli Corrêa Filho por meio de emendas parlamentares e após tê-lo apoiado na eleição de 2014 para deputado federal, seguirei a decisão do meu partido”, o que significa que pedirá votos para o prefeiturável Guti (PSB). Diante do dilema, resta saber se as ações de Gilvan serão condizentes com suas palavras.