Espalha Fatos – 26/10

Loteamento da Prefeitura

Ainda repercute nas redes sociais o áudio vazado pelo receptor da mensagem, Marcelo Colonato, atual presidente do Conselho Municipal de Alimentação Escolar, que mostra claramente o recebimento de proposta de espaço político dentro da Secretaria de Educação de Guarulhos em troca de votos para o candidato a prefeito Eli Corrêa Filho (DEM). A mensagem foi enviada via WhatssApp pela própria esposa do prefeiturável, Francislene Assis de Almeida. A publicação do trecho da conversa foi feita com exclusividade no perfil do Facebook deste colunista.

Conteúdo

Na gravação, Francislene pede à Colonato que marque uma reunião com os servidores públicos e que também lhe indique algumas pessoas que tenham muitos seguidores nas redes sociais para trabalhar a favor de Eli. Até aí tudo normal. O deslize ocorreu quando a esposa do candidato afirma com todas as letras: “Eu quero você lá dentro da nossa Secretaria de Educação. Estou contando com a sua ajuda. Vai pra rua pedir voto pro Eli pelo amor de Deus”. Apesar das opiniões divergentes, não dá pra negar que o incentivo à busca de votos para o democrata está ligado ao oferecimento de um espaço na referida pasta. Dizer “nossa secretaria” antes da apuração do resultado do segundo turno, sugere sim uma promessa que talvez nem possa ser cumprida.

Ataque

Descontente com o vazamento do bate papo entre sua esposa e o presidente CAE, o candidato Eli Corrêa Filho entrou com um processo na Justiça Eleitoral contra este jornalista, pelo fato do áudio ter sido publicado “sem autorização” nas redes sociais. Eli afirma por meio de seus advogados que houve uma suposta violação de sigilo de comunicação; conteúdo ofensivo, calunioso e difamatório, bem como a divulgação de propaganda na internet que seria, segundo eles, caracterizada como conduta vedada aos agentes públicos, já que além de colunista do Hoje, sou também servidor municipal.

Liminar

Assim que recebeu a representação, a Justiça Eleitoral emitiu mandado para que no prazo de 24 horas fosse suspenso o acesso ao material publicado sob pena de multa R$ 2 mil e que dentro de 48 horas fosse apresentada defesa pelo autor da publicação: “Embora não seja possível concluir, desde já, pela ocorrência de difamação, porque o representante não nega que as frase tenham sido proferidas pela própria esposa … a interrupção temporária da exibição do áudio é medida cautelar recomendável, até porque não causará prejuízos irreversíveis ao responsável pela página na rede social”, disse o juiz.

Acatamento

Diante da determinação judicial, o áudio foi retirado do ar a fim de que a liminar fosse cumprida. A defesa do autor da publicação também foi enviada à Justiça Eleitoral. Nos próximos dias o resultado da ação será publicado para ciência dos interessados. Por fim, este colunista afirma que tem plena confiança na Justiça e que aguarda com tranquilidade a decisão judicial.