Faculdade Anhanguera promoveu evento de empreendedorismo

A Faculdade Anhanguera promoveu, na noite de sexta-feira, 7, o evento Trilha do Empreeendedorismo, com palestras, exposição de trabalhos pelos alunos e respostas a perguntas da plateia, constituída por estudantes e empresários.

Os palestrantes foram os professores Giuliano Carlo Rainato, que falou sobre planejamento nas empresas, e Cleônimo dos Santos, abordando os vários tipos de tributação. O primeiro citou que, embora o planejamento seja imprescindível, não terá eficácia se não houver o adequado acompanhamento. Lembrou que a definição de margem de lucro factível é importante e que o empreendedor precisa ter clareza de que os primeiros tempos não costumam propiciar boas retiradas aos sócios, razão pela qual é preciso contar com alguma reserva.

Santos explicou que maioria significativa das empresas é optante pelo Simples, não apenas pela facilidade para efetuar o controle e o pagamento do tributo, unificado, como pelo fato de que, realmente, tem alíquotas mais vantajosas, salvo alguns casos específicos de prestação de serviços, tributados com taxas que chegam a superar os 15% sobre o faturamento. Ele também esclareceu sobre as situações nas quais a tributação pelo lucro real pode ser mais atrativa do que pelo lucro presumido.

A professora Yara Verônica Ferreira, enalteceu a disposição dos alunos que organizaram o evento. Citou que eles mesmos prepararam os bolos, com aproveitamento de cascas de cenoura, demonstrando iniciativa empreendedora e ecológica.

Dois alunos falaram a respeito de dois requisitos dos tempos atuais para que as empresas tenham reforços em sua imagem perante a população: a responsabilidade social, com o engajamento em iniciativas beneficentes e da prática da cidadania, e a responsabilidade ambiental, item no qual as companhias podem destacar-se na aplicação de práticas internas de preservação, reciclagem e melhor aproveitamento dos recursos, ou apoiando causas de terceiros em favor do meio ambiente.

A coordenadora do curso de administração, professora Danieli Hernandes, falou sobre a organização não-governamental que fundou, a Minha Down é Up!, diante da necessidade que sentiu, por ter uma filha Down, de desenvolver trabalhos e atividades para dar assistência e orientação a famílias que tenham filhos nessa condição, que muitas vezes não é compreendida pelas pessoas, que os segregam e os tratam de forma indevida. Disse que pretende transformar a ONG, que nasceu como uma página nas redes sociais, em uma empresa, para ganhar mais força e respeitabilidade. Citou exemplos de empresas que abraçaram a causa e vêm apoiando as iniciativas como a Corrida e a Caminhada Down, que já se firmaram no calendário de eventos da cidade.

Ao final, os palestrantes e a professora Yara responderam perguntas da plateia, sobre dificuldades das pequenas empresas para se firmar no mercado, meios adequados de divulgação, formas de tributação para microempreendedores e temas correlatos.