Financiamento imobiliário tem novas regras

O último trimestre de 2017 já trouxe uma prévia do que ainda está por vir neste ano, no que diz respeito ao financiamento imobiliário. Um dos principais pontos discutidos pelo setor foi a redução do limite cedido para a aquisição de imóveis, que passou de 70% para 50% do valor da propriedade. A medida da Caixa teve como objetivo uma alocação de verba de forma mais adequada, mas sacrificou em parte a classe média, mesmo que ela possa contar novamente com a linha Pró-cotista.

Essa é a opinião do tesoureiro do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), Francisco Pereira Afonso, empresário estabelecido em Guarulhos com a Sylmar Imóveis, em Cumbica, há mais de 20 anos.

Ele explica que essa linha de financiamento imobiliário da Caixa, destinada a trabalhadores com conta do Fundo de Garantia, estava fechada desde o meio de 2017, e foi reaberta no início de 2018. Com isso, estão novamente disponíveis os empréstimos para a compra da casa própria com uma das menores taxas de juros do mercado, variando de 7,85% a 8,85% ao ano. “Para recorrer à Pró-cotista, no entanto, é preciso ter pelo menos três anos de vínculo com o FGTS e não é permitido ser proprietário de imóvel na mesma cidade ou região metropolitana”, ensina.

O preço do imóvel não pode passar de R$ 950 mil em São Paulo, Minas Gerais, Rio e Distrito Federal. Nos outros estados, o valor máximo é de R$ 800 mil. O financiamento é de, no máximo, 80% de imóveis novos e 70% de imóveis usados.

“A Pró-cotista é um ótimo estímulo aos compradores mas, em 2018, os subsídios ficarão em R$ 4 bilhões, muito inferiores aos R$ 6,1 bilhões de 2017. Em contrapartida, os bancos privados têm procurado uma redução nas taxas de financiamento, ampliando a concorrência e favorecendo os compradores. A expectativa é de que o governo dê prioridade ao crédito com recursos da poupança, em detrimento do FGTS, que terá como destino principal as habitações populares”, prevê Francisco Afonso.