Uma pesquisadora foi detida no dia 23 de setembro (sexta-feira) ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos com 40 sapos mortos sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Após uma denúncia anônima, agentes da equipe do Ibama já a aguardavam e a prenderam ainda no check-in por volta das 13h. A francesa embarcaria para a França às 15h45.

Segundo o chefe da unidade avançada do Ibama no aeroporto, Daniel Carvalho, a francesa contou que estuda sapos e passou uma temporada no Brasil para um curso de especialização na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista. Ela de fato tinha a autorização necessária para coletar os animais, mas não para levá-los para fora do país.

Os animais, que tinham cerca de 3 cm, estavam armazenados em diversos frascos plásticos e em caixas de papelão. Os anfíbios apreendidos eram de cinco ou seis espécies diferentes.

O transporte e a exportação de fauna silvestre brasileira sem a devida autorização, popularmente conhecido como biopirataria, é crime conforme determina a Lei de Crimes Ambientais. E a francesa também vai responder no âmbito administrativo pela prática. A multa do Ibama é de R$ 500 por animal e pode render um prejuízo de R$ 20 mil à pesquisadora, confirmando-se o número de sapos apreendidos.