Frente Parlamentar debate cultos religiosos sem sacrifício animal

Palestra na Câmara Municipal contou com sacerdotes do Culto Yezam, que falaram sobre a prática religiosa sem o sacrifício de animais - Foto: Nico Rodrigues/CMG

A Frente Parlamentar em Defesa dos Animais promoveu na segunda-feira, 1° de julho, uma palestra sobre a não utilização de animais em cultos religiosos. O evento, realizado no plenário da Câmara, contou com a presença dos vereadores Zé Luiz (PT), Acácio Portella (PP), Carol Ribeiro (MDB) e Sandra Gileno (PSL).

Dois palestrantes falaram sobre o tema: o cubano Samyer Phurull, sumo sacerdote do Culto Yezam e doutor em Ciências Teológicas; e Solange Buonocore, primeira sacerdotisa do Culto Yezam no Brasil, professora de Bioenergia e terapeuta em biomagnetismo, plantas medicinais, florais e homeopatia.

Samyer Phurull explicou que o Culto Yezam, de matriz africana, não faz sacrifício animal em seus rituais. Ele falou ainda que não está no Brasil para fazer campanha contra qualquer outro culto religioso, mas para trazer uma nova proposta. “Para manter a espiritualidade no culto não é preciso o sacrifício animal”, afirmou.

Solange Buonocore disse que o sacrifício animal sempre a incomodou e se interessou quando soube que havia um ritual na África que cultuava orixás sem sacrifício. Ela procurou por Samyer Phurull e, quando soube os motivos pelos quais o Culto Yezam dispensa o sacrifício, decidiu fazer parte.

“O ritual do candomblé é o mesmo, não mudou. A única coisa diferente é que quando se cortava um cabrito, por exemplo, substitui esse cabrito por outro fundamento, que é deste Culto de Yezam, e não tem a necessidade do sacrifício do animal”, salientou a sacerdotisa. De acordo com os dois palestrantes, para saber qual o fundamento que substitui o sacrifício animal é preciso ser iniciado no Culto Yezam. O presidente da Frente Parlamentar, Zé Luiz, espera que esse evento abra oportunidade de fala para os palestrantes em locais diferentes para discutir o tema. “A intenção era divulgar e levar o conhecimento de que é possível a prática do culto de matriz africana sem sacrifício animal. Sabemos que é um processo que envolve crença e religiosidade, mas também acreditamos que o mundo está em transição”, ressaltou. 

*Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Guarulhos