Guarulhense conclui mestrado na ONU e quer implementar projetos

Indyamara Massaro concluiu mestrado na Universidade da ONU (na Costa Rica), entre 2018 e 2019 - Arquivo Pessoal

A guarulhense Indyamara Massaro Machado, 28 anos, foi a única brasileira a concluir curso de mestrado na Universidade da ONU (na Costa Rica), entre 2018 e 2019, sob o tema “Resolução de Conflitos, Paz e Desenvolvimento”. Segundo ela, desde criança já se envolvia com trabalhos voluntários e aos 14 anos assumiu responsabilidades e lideranças em organizações não governamentais. “Acredito que isso e a minha família foram fundamentais para o meu desenvolvimento pessoal, que me conduziu à tudo que estudei e trabalhei. Sempre tive a boa sorte de contar com o apoio de minha família”, disse.

Indyamara conta que quase tudo o que fez só foi possível por meio de bolsas de estudos. “Minha mãe e meu pai nunca mediram esforços para nos organizarmos e investirmos nos meus estudos e do meu irmão, e também porque minha mãe, meu pai e meu irmão sempre me incentivaram a fazer todas as minhas ‘loucuras'”, lembra.

Formada em 2011, nos últimos 8 anos se dedicou a trabalhos que de diversas formas atuaram com violações de direitos humanos, violência contra as mulheres, população indígena, negra, migrante, LGBTQIA+, educação e outros.

“Em 2016 fui aprovada no mestrado na Upeace, Universidade para a Paz, uma universidade do sistema das Nações Unidas, estabelecida em Assembleia da ONU e que atualmente fica na Costa Rica. Fui mestranda no curso de Resoluções de Conflitos, Paz e Desenvolvimento. Entre ajustes financeiros, trabalho, aulas presenciais, aulas online e trabalho de campo, consegui iniciar minhas as aulas presenciais no ano passado”, conta. 

Ela foi a única brasileira mestranda da Upeace na turma de 2018-2019. “Tive a oportunidade de conhecer, estudar e interagir com alunos de mais de 45 nacionalidades. Essa interculturalidade na Universidade e a oportunidade de viver em outro país por praticamente 1 ano foi uma experiência muito enriquecedora”, conta.

Com foco nos Direitos Humanos, Indyamara tenta aproveitar ao máximo todas as oportunidades, não só de forma acadêmica, mas no máximo de situações, buscando maneiras de contribuir com as pessoas, ajudando o país e região onde vive. “Assim, atuei com meninas entre 8 e 13 anos da Costa Rica, trabalhando para o fortalecimento de identidade, com o objetivo de impactar na diminuição de dados de violência como abuso sexual e gravidez antes dos 14 anos. Atuei também com meninas de 12 a 18 anos, de países da região centro-americana, para educação de combate à violência de gênero”, explica.

Além disso atuou com temas de migração, como acolhimento e integração de migrantes LGBTQIA+ e também com projetos de educação e acolhimento para a atual situação política e crise migratória da Nicarágua.

“Retornei ao Brasil faz aproximadamente duas semanas e tenho muita expectativa em contribuir para meu país e minha cidade. Meu foco agora é transformar todas as experiências, reflexões e conhecimento em projetos educacionais para crianças e adolescentes”, finaliza.