Hollywood e o excesso de remakes e sequências

Por Mateus Petri

Nos últimos anos, a indústria hollywoodiana investiu pesado em sequências, reboots, remakes de franquias cinematográficas de sucesso, dando, de certa forma, pouco espaço para produções originais. Como qualquer questão polêmica, o tema já se torna uma faísca para uma enorme fogueira de especulações, mas a pergunta que sempre é levantada nas rodas de conversas é: estaria Hollywood passando por uma crise de criatividade?

Se formos analisar o retrospecto, são as sequências e remakes que tem dado mais lucro para a indústria. Basta pegar o exemplo de Star Wars. O sétimo filme da franquia, que foi lançado nos cinemas em dezembro de 2015, faturou mais de 2 bilhões de dólares no mundo todo, se tornando a terceira maior bilheteria da história. Aí vemos casos como o de A Bruxa, filme original e independente dirigido pelo estreante Robert Eggers (que ganhou o premio de Melhor Diretor no festival de Sundance pelo filme). Neste, um terror psicológico muito diferente dos filmes do gênero, além de não ter obtido um resultado satisfatório nas bilheterias, o público reclamou da falta de sustos e monstros.

Ou seja, as pessoas criticam os excessos de sequências e remakes, mas quando surge um filme original que propõe a quebra de paradigmas e uma visão diferente do gênero que o classifica, elas reclamam pela falta de elementos que já estão habituadas a ver? A incoerência nesta discussão é muito grande.

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Divulgação

Não há problema nenhum em dar audiência para franquias consagradas e remakes de filmes de sucesso, mas é precipitado dizer que Hollywood passa por uma crise de criatividade por voltar boa parte de sua atenção apenas para produções desse tipo. Há muitos filmes por aí desconhecidos, que mostram uma história e visões diferentes, e que merecem a atenção do publico tanto quanto qualquer outro…