Homem encontrado enforcado no Cecap é suspeito de envolvimento no desaparecimento da mulher

Júnior e Raquel estavam juntos há 17 anos - Foto: Arquivo de Família

O segurança Adalberto Costa Júnior, 38, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira, 26, na Alameda das Angélicas, no Parque Cecap. Segundo os policiais militares (PMs) que localizaram o corpo, ele estava dependurado no galho de uma árvore, preso por um cinto, o que aponta a hipótese de se tratar de um caso de suicídio. Ele é suspeito de envolvimento no desaparecimento de sua mulher, Raquel Massimo da Silva, 35, que sumiu no dia 21. Ainda não há informações sobre o velório.

A advogada da família de Raquel, Camila Brenda Santos Worspite, pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico e bancário do casal, pois havia informações de que o suspeito teria tentado fazer saques em caixas eletrônicos. “Ontem ele teria entrado em contato, por intermédio de amigos, dizendo que não iria se entregar, pois temia ser agredido pela polícia; porém teria dito que não fez nada (com Raquel). Em nenhum momento ele confessou um suposto crime”, disse Camila. A advogada também pediu perícia nas roupas usadas pelo suspeito e diligências à procura de Raquel. 

Segundo a advogada, o casal trabalhou normalmente no domingo, 21. Raquel teria saído da empresa, próximo ao Atacadão, às 17h45 e iria a pé para a casa do irmão, no Jardim Paraíso. Já Júnior teria terminado o expediente às 18h, num supermercado próximo ao 9° DP. “Imaginamos que ele tenha encontrado com ela no caminho; depois disso ambos nunca mais foram vistos. Ele (Júnior) fez ameaças de que iria matá-la”, contou a advogada ao Click Guarulhos.

No entanto, o boletim de ocorrência do caso foi registrado pela família de Raquel como desparecimento, no 9° DP (Distrito Policial), que investigava o caso. O casal vivia junto havia 17 anos. Atualmente moravam no Jardim Paraíso.

Camila conta que um Fiat Palio, prata, e um aparelho celular, que pertenceriam a Júnior, foram encontrados próximo ao local do enforcamento. “Ele apagou tudo que tinha no celular, deixando gravado apenas um vídeo, ‘pedindo desculpas’ para a filha, por tê-la agredido, e se desculpando com os demais filhos, porém sem citar o que teria feito”, disse.

Ainda segundo a advogada, Júnior não se conformava com o término do relacionamento com Raquel. “Ela já tinha combinado de ir morar com a irmã, no Jardim Divinolândia, porém não fez nenhum boletim de ocorrência por agressão. Foi a família dela que lavrou a ocorrência do desparecimento, no 9º DP, que estava a frente da investigação; agora o caso foi encaminhado para o Setor de Homicídios da Delegacia Seccional de Guarulhos”, disse.

Já a morte de Júnior está sendo investigada pelo 7° DP, porém também deve ser encaminhada para o Setor de Homicídios de Guarulhos.