Encontrado idoso desaparecido. Como prevenir desaparecimentos

Carlos Alberto Pereira, 60 anos, conhecido como Índio, morador do bairro Vila Maria, zona norte de São Paulo, retornou ao lar depois de cinco dias. Ele desaparecera no sábado, 21, conforme o Click Guarulhos noticiou na terça, 23 (https://bit.ly/2qRtXXd).

Miriam Aparecida Pereira, sua irmã, postou nas redes sociais que “ele estava perdido, devido a perda de memória”. Desorientado, perambulou pelas ruas e ontem retornou ao lar sozinho, bastante debilitado e com leves ferimentos, talvez de queda que tenha sofrido.

Agora, sob os cuidados e o carinho da família, Carlos recupera-se bem. A família agradece a todos que, de alguma forma, ajudaram na divulgação e/ou em sua busca.

Por padecer de problemas psíquicos e ter familiar residente em Guarulhos, cogitou-se que pudesse ter-se dirigido desintencionado ao município, razão pela qual o Click Guarulhos publicou, como sempre se compromete a fazer em casos de utilidade pública.

Quem tiver qualquer situação que necessite de divulgação ou repercussão pode ser enviar  por nossos canais do Você Repórter:

Como prevenir desaparecimento de idosos ou pessoas com transtornos mentais

É mais frequente do que se possa imaginar o desaparecimento de idosos e de pessoas que sofram de algum comprometimento mental. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) registra uma média de aproximadamente 80 desaparecimentos mensais, apenas de pessoas com idade acima de 65 anos. Qualquer distrito policial pode receber essas ocorrências e a o registro deve ser feita o quanto antes. Ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso aguardar 24 horas para registrar um desaparecimento.

A maioria dos desaparecimentos de idosos decorre de desorientação causada por doenças que afetam a capacidade cognitiva ou prejudicam o funcionamento normal do cérebro, comuns na idade avançada, mas também acometem pessoas de qualquer idade. São doenças como demência, esquizofrenia ou transtornos mentais (depressão, bipolaridade, delírios, ansiedade ou causados por uso de substâncias psicoativas, como álcool e drogas.

Em quadros clínicos com comprometimento das capacidades cognitivas (habilidades mentais para resolução de problemas e tomada de decisões por conta própria), a pessoa pode ficar desorientada, confusa, perder momentânea ou permanentemente a memória e até perder a fala. Tais situações podem ser repentinas ou ocorrer aos poucos.

Muito importante a família observar para reconhecer logo alterações comportamentais ou mudanças de hábitos. Ao menor indício já se deve redobrar a atenção. Esquecimentos frequentes ou falhas de memória, mesmo pequenas ou ocasionais, podem ser alertas de que aquela pessoa não pode andar desacompanhada, mesmo próximo de casa.

Muitas vezes o idoso ou a pessoa com problema psíquico não percebe essas situações, incomoda-se com os cuidados família e até se irrita com isso. Mas, como se diz no popular, sempre será melhor “pecar por excesso, do que por omissão”.

Além disso, pessoas com idade avançada ou problemas psíquicos devem receber a mesma atenção que crianças pequenas: nunca serem deixadas sozinhas em locais com grande concentração de pessoas e mantidas sempre sob vigilância, sem descuidar “um segundo”.

Deve-se também devem ser prevenidas situações que deixem vulneráveis os mais velhos ou doentes mentais, sempre mais visados por criminosos. Não deixá-los sós para ir a bancos ou caixas eletrônicos ou fazer compras. Eles podem ser vítimas fáceis de crimes com risco à vida ou à integridade física, além dos danos ao patrimônio.

Como prevenir desparecimentos e riscos a idosos ou doentes mentais:

  • Máxima atenção a mudanças nos hábitos da pessoa. Quaisquer alterações comportamentais devem ser consideradas, mesmo que sejam sutis ou ocasionais.
  • Evitar que a pessoa ande ou saia sozinha já aos primeiros ou mínimos sintomas de esquecimento e/ou perda de memória.
  • Insistir para que a pessoa sempre leve, no bolso ou na carteira, um documento e um papel com nome e telefone de um responsável. Não é recomendável constar endereço.
  • A pessoa pode usar pulseira ou colar com dados de identificação e contato telefônico, para o caso de perder-se ou ser vítima de acidente ou crime.
  • No transporte público, jamais deixar a pessoa viajar sozinha, mesmo em trajetos curtos ou breves. Cuidado também para evitar acidentes ao entrar ou sair de veículos.
  • Atenção redobrada em locais com grande aglomeração e/ou movimentação de pessoas.
  • Se a pessoa demorar a chegar em casa ou quebrar sua rotina (deixar de ligar, quando isso é um costume, por exemplo), quanto mais rápido começar a procura, melhor.
  • Deve ser registrada a ocorrência imediatamente. Não é necessário aguardar 24 horas. Se a autoridade policial recusar o atendimento, o fato deve ser denunciado.
  • Usar redes sociais e aplicativos de relacionamentos para disseminar informações e aglutinar o maior número de pessoas para ajudar na divulgação e/ou na procura.