Instituto Civitas responde questionamentos do Click Guarulhos

A convite do presidente do Instituto Civitas, Ronaldo Gonçalves de Araújo, estive em visita à sede da entidade, na rua Professor João de Barros, 53, Centro de Guarulhos, proximidades da EE Conselheiro Crispiniano.

Ele relatou o histórico do Instituto, afirmou que quando venceu o primeiro pregão para prestar serviços à Prefeitura de Guarulhos não tinha relacionamento com ninguém da administração municipal e que os contratos que tem estão sendo cumpridos com ótimo padrão de qualidade.

Assegurou que a Prefeitura tem publicado no Diário Oficial as justificativas de pagamentos à entidade, mas que os valores não têm sido efetivamente pagos. Em decorrência disso, afirma, o Instituto tem tido dificuldades para manter em dia os salários de todos os funcionários e nem está conseguindo recolher o INSS patronal.

Quanto ao valor que o Civitas recebe – ou em a receber – como taxa de administração, cujo valor não especificou, mas que se calcula em aproximadamente R$ 400 mil mensais, alega que se justifica, porque tem 30 funcionários administrativos para dar conta de gerir os serviços prestados em tantas unidades, quer da Secretaria de Educação, quer dos serviços prestados nas ruas da cidade para a Secretaria de Assistência Social.

Para deixar claro que não tem vínculo algum com o PT, contou que o Instituto venceu licitação da Secretaria de Relações de Trabalho do governo estadual (PSDB) para cursos de qualificação profissional a trabalhadores e desempregados em 35 municípios da região de Campinas.

Quanto a Paulo Gonçalves, que foi diretor da Agende e agora presta serviços ao Civitas como coordenador de projetos em Campinas, Ronaldo garante que não tem parentesco com o mesmo, apesar do sobrenome igual e que, na época em que venceu os pregões da Prefeitura de Guarulhos, Paulo estava em posição oposta, pois a Agende concorria com o Civitas na prestação de serviços ao município.

Como questionei aqui no portal Click Guarulhos e na revista Weekend os valores que constam no Boletim Oficial como pagos ao Instituto Civitas, julgo ser meu dever profissional publicar os esclarecimentos prestados pela entidade.

Na condição de munícipe, portanto contribuinte, continuo entendendo que o valor da taxa de administração desses contratos é muito elevada. Porém, como não houve outra entidade que tenha disputado os pregões vencidos pelo Civitas, não disponho de parâmetros para questionar os argumentos de Ronaldo Gonçalves de Araujo.

Quanto a haver pagamentos que não tenham sido efetuados apesar da publicação das justificativas, concluo ser possível, pois têm sido publicadas justificativas de pagamentos à agência de publicidade da Prefeitura e os valores – segundo a empresa – não têm sido efetivamente pagos. Absurdo é que a Prefeitura se dê ao trabalho de justificar pagamentos que não está fazendo.

Valdir Carleto