Ivone Pontes Moraes Mesquita

Natural de Uberaba (MG), Ivone Pontes Moraes Mesquita cogitava estudar Direito. Mas, cursou Contabilidade e, em meados da década de 1960, preferiu ir morar nos Estados Unidos, para estudar Inglês e trabalhar em escritório. Porém, por três meses foi baby sitter. Ter assumido a tarefa de levar uma carta de uma família brasileira a um parente propiciou a ela conhecer o jovem com quem viria a se casar. Antes, por intermédio dele, soube que a seguradora John Hancock precisava de uma datilógrafa. Obteve a vaga e atuou 15 anos na empresa, na área de serviços de saúde, ocupando várias funções, até voltar para o Brasil, onde estudou Administração de Empresas.

Em 2003, ficou viúva. Em 2009, casou-se com o advogado Mylton Mesquita, que também ficara viúvo. Ela comenta ter sido uma ótima união, porque se fazem companhia, viajaram juntos. “Somos felizes, porque nos amamos mutuamente. E eu aprecio poder conviver com os filhos, os netos e bisnetos. A harmonia familiar faz bem a todos”, diz.
Ivone dá aulas particulares de inglês, em sua casa, cujas paredes ostentam diversos quadros que ela mesma pintou e dão mostra de sua personalidade.

Sobre o que ela considera ser elegante, diz: “Não é ser elegante apenas no vestir: é no falar, nas atitudes, no caráter, no tratamento com as pessoas, agir com simpatia. A elegância está na forma de ser, de comportar-se. Sou uma pessoa simples e gosto de ser assim”.

Como ainda mantém amizades nos EUA, viaja para lá com frequência. Brinca que gosta de fazer compras em Rehoboth, no estado de Delaware, onde os produtos custam menos, porque não têm o adicional de imposto. “Há dias em que há descontos para a terceira idade. Temos de aproveitar” (risos).

Relata como foi a experiência de, muito jovem, ir morar no Exterior. “Acho que fui muito independente, corajosa. Os amigos de papai admiravam essa ousadia e as amigas de mamãe sentiam inveja, porque era algo inusitado na época; não era tão fácil como hoje. Viver lá era um sonho desde a adolescência. Mas, não queria ir como turista. Meu desejo era viver com eles, conhecer os hábitos das pessoas. Foi uma experiência incrível. Voltei para o Brasil para ter mais contato com a família, com as irmãs que se casaram na mesma época que eu, com os sobrinhos, sobrinhos-netos, que amo de paixão, pois não tive filhos”.
Ivone curte o hobby da pintura, mas diz que também ama fazer crochê e cozinhar.

“Divirto-me na cozinha, com meus cookies, pães de mel e, mineira que sou, pão de queijo, lógico! Gosto de comida adocicada, que tenha um contraponto, como carne suína com purê de maçã, ou uma cenoura caramelada. Preparo temperos suaves, mas não dispenso uma boa feijoada”, revela.

Além de lecionar inglês, está estudando alemão e francês. “Não é fácil aprender a pronúncia correta, mas é um desafio do qual eu gosto. Aprecio dar aulas, porque é uma oportunidade para conviver com as pessoas, conversar, trocar ideias. Ter vivido nos Estados Unidos me fez aprimorar o idioma e fico feliz em transmitir o que aprendi às pessoas”, completa