Jovens apreendidos no Brotero terão medidas protetivas; PM é afastado

Reportagem de Glauco Araujo, no portal G1, revela que o juiz Daniel Issler, da Vara da Infância e Juventude de Guarulhos, determinou medidas protetivas aos dois alunos da Escola Estadual Frederico de Barros Brotero, que foram conduzidos pela Polícia Militar ao 1o. Distrito Policial de Guarulhos na noite de quinta-feira, após episódio no qual um PM aparece em vídeo empurrando uma estudante com o cano de uma arma. Os dois menores foram liberados em seguida.

O advogado Ariel de Castro Alves, do Conselho Estadual dos Direitos Humanos (Condepe) explicou que a decisão do juiz se deveu ao fato de os jovens não terem passagem pela Polícia ou antecedentes infracionais, terem endereço fixo e trabalharem. Segundo Luiz Antonio Cabral, advogado de um dos jovens, eles cumprem estágio do CIEE, reconhecido pela escola.

As medidas protetivas se devem ao fato de eles terem denunciado abusos dos policiais e autoritarismo da direção da escola, segundo Alves, que acrescentou que os PMs e o delegado do 1º DP de Guarulhos não apresentaram provas das acusações contra os jovens de supostas ameaças, vias de fato e dano ao patrimônio. Se o juiz tivesse entendido que os menores merecessem punição, determinaria medidas socioeducativas, o que não ocorreu.

Policial afastado

O policial militar que empurrou a estudante com uma arma no peito foi afastado das atividades operacionais na sexta-feira, 5, de acordo com informações da Ouvidoria da PM. A Corregedoria da corporação está acompanhando o caso. Os outros PMs também podem responder a procedimento interno, pois teriam agido em desacordo com o protocolo devido, segundo Benedito Mariano, ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo.

Diretor tira licença

O Click Guarulhos apurou que o diretor da escola irá entrar em gozo de licença-prêmio à qual já tinha direito, o que evitará o desgaste de relacionamento com a comunidade escolar após o episódio da quinta-feira. Enquanto isso, a Secretaria de Educação acompanhará o caso, incluindo os depoimentos enviados à Pasta pelo juiz Daniel Issler.