Juiz guarulhense também havia determinado liberar WhatsApp

Antes que o desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima, do Tribunal de Justiça de Sergipe, atendesse a um pedido de reconsideração apresentado pelo WhatsApp no início da tarde desta terça, derrubando decisão anterior do desembargador Cezário Siqueira Neto, que estava de plantão na madrugada, o juiz federal Ali Mazloum havia determinado à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que providenciasse junto às operadoras o “imediato restabelecimento dos serviços do aplicativo WhatsApp” para a linha usada pela Vara da qual ele é responsável, a 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo/SP.

Porém, para atender à ordem de Mazloum, a Anatel teria de restabelecer todo o sistema. A medida não chegou a entrar em vigor porque, antes que se encontrasse uma solução, foi divulgada a decisão do TJ de Sergipe.

Ali Mazloum notabilizou-se por utilizar o WhatsApp para enviar notificações a testemunhas em processos, mesmo correndo o risco de alguma nulidade. O argumento dele é que essa prática tem evitado perda de tempo e agilizado a Justiça.

Ele é de uma família de Guarulhos, da qual fazem parte promotores públicos e juízes, além de comerciantes do ramo de móveis e colchões. Um de seus irmãos, Abdo Mazloum, é suplente de vereador e atualmente faz parte do PEN (Partido Ecológico Nacional).

Valdir Carleto