Jurista propõe fim do sistema político-empresarial

Criador do Movimento Quero um Brasil Ético, o jurista Luiz Flavio Gomes, doutor em direito penal pela Faculdade de Direito da Universidade Complutense de Madri (2001) e mestre em direito penal pela Faculdade de Direito da USP (1989), acaba de lançar a obra “O Jogo Sujo da Corrupção”, pela Astral Cultural.

Além de uma reforma significativa no sistema político, Gomes reitera que a Lava Jato representa uma mudança profunda para o Brasil. Afirma que o País é comandado por grupos de crimes organizados, divididos em “crime organizado privado” e “crime organizado dos agentes públicos”. Pontua que muitos personagens que compõem essas facções fazem parte de uma elite intocável – até bem pouco tempo atrás, antes de a Lava Jato mudar esse cenário.

É possível imaginar o Brasil sem corrupção? A ira do povo brasileiro pode explodir? Além de mostrar um panorama político, seu livro aponta caminhos para que o leitor participe dessa mudança tão importante para o País, de forma ativa e transformadora. O autor sugere pontos que podem ajudar a combater a corrupção:

  • “Proibição constitucional de concessão de anistia para os crimes de corrupção e de caixa 2 eleitoral”;
  • “Implementar medidas que reforcem a lei de transparência”;
  • “Transparência absoluta de todos os contratos públicos”.

Outro assunto abordado é a forma como os políticos do sistema corrupto se elegem. Segundo ele, o melhor de todos os cenários seria o “voto faxina da cidadania vigilante”, em que o futuro presidente pudesse ser uma nova liderança comprometida com os interesses superiores da Nação e haver 70% de renovação no Congresso.

“Temos que temporariamente suspender nossas preferências ideológicas e partidárias e promover uma união nacional em torno da implosão do sistema político-empresarial corrupto. Os corruptos não possuem ideologia. A cada dia, a cada ato, tudo vai significando mais dinamites nas bases do sistema. A implosão final, claro, se dará nas eleições, quando temos o dever de fazer a faxina final, exercendo a cidadania vigilante”, sintetiza o jurista.

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