La La Land – Cantando Estações

“Apesar de se passar nos tempos atuais, me senti com 15 anos de idade novamente”, disse minha vó de 76 anos de idade ao término do filme. Essa frase está por traz do maior trunfo que La La Land – Cantando Estações possui: a capacidade de conversar com qualquer tipo de público.

O longa conta, através de muita música, a história de amor entre Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling), uma barista aspirante à atriz e um pianista, que buscam realizar seus sonhos em uma Los Angeles vibrante, cheia de ambições e utopicamente idealizada.

Diretor do ótimo Whiplash – Em Busca da Perfeição, Damien Chazelle comanda La La Land de forma exemplar. É nítido que o diretor tem uma formação artística embasada na música, pois os momentos das canções no filme são onde Chazelle mostra o que tem de melhor. Com 31 anos de idade, o jovem diretor dá um belo passo em direção ao seu futuro promissor.

Enquanto obra de entretenimento, o filme consegue lidar muito bem com qualquer tipo de público. Há a história de amor que se passa nos tempos atuais, o que chama a presença dos jovens; há a ambientação, os figurinos, os cenários e as músicas que evocam a cultura dos anos 50 a 70, o que chama a presença (e apela pra nostalgia) dos mais adultos. A mistura desses elementos é muito bem feita em cena. Basta se lembrar da cena em que Mia e Sebastian, dois jovens do século 21, vão ao cinema assistir Juventude Transviada, um clássico de 1955.

Mas, acima de tudo, é preciso enaltecer o trabalho de Emma Stone. Muito carismática, a atriz rouba a cena ao entrar na pela de Mia. Trata-se de sua melhor atuação até o momento. Ryan Gosling também está bom, e ambos demonstram possuir uma química entre si que favorece o que a história de amor quer retratar. Acontece que, se for uma análise mais profunda, Ryan Gosling não chega aos pés de Emma Stone. Ela sobrepõe o ator em todos os momentos em que aparecem juntos.

De certo modo, La La Land não muda muito a fórmula dos musicais de cinema, mas merece ser analisado separadamente por ter uma linda e cativante história, belas músicas, um design de produção extremamente chamativo e por ter uma Emma Stone no auge de sua inspiração. É um filme que, independente de seu gosto por musicais, vale a pena conferir!

Nota: 10/10