Líder humanitário Sri Prem Baba fala sobre amor e transformação social

Foto:Márcio Lino/PMG
Por: Tamiris Monteiro

 

No dia 29 de novembro, o líder humanitário Sri Prem Baba e autor dos livros “Propósito – A coragem de ser quem somos”, “Transformando o sofrimento em alegria”, “Amar e ser livre: A base para uma nova sociedade” e “Flor do Dia”, esteve presente em Guarulhos e falou sobre autoconhecimento e desenvolvimento para o público que lotou o Teatro Adamastor.
Antes de Sri Prem Baba entrar no palco, as pessoas puderam curtir o som de alguns mantras conduzidos por músicos do movimento global Awaken Love (movimento que tem a intenção de acordar a consciência amorosa em todos os seguimentos e setores da sociedade, através de parcerias e acordos).
Durante sua palestra, Sri Prem Baba afirmou que o amor e a boa vontade são elementos fundamentais para a sociedade se aproximar dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU). O líder humanitário, que passou parte de sua infância e adolescência em Guarulhos, afirmar ver hoje uma cidade com potencial de grande transformação. “Sinto aqui a semente de uma oportunidade de transição para uma cidade consciente. Percebi muita abertura, disposição e boa vontade”, disse.

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Quem é Sri Prem Baba?

Sri Prem Baba nasceu em São Paulo. Em 1999 foi para a Índia e tornou-se discípulo do mestre indiano Sri Sachcha Baba Maharaj Ji, da linhagem Sachcha. Depois da morte de seu líder, em 2011, tornou-se o primeiro brasileiro a comandar um ashram (espécie de monastério) na Índia, mesmo sem falar hindi e inglês. Com sua liderança, fundou o movimento global Awaken Love, que tem a missão de restabelecer e elevar os valores humanos para despertar a consciência amorosa.
Prem Baba foi convidado pela ONU para promover os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e participou do TEDx (série de conferências com pessoas influentes em diversas áreas do conhecimento), em que afirma que autoconhecimento deve ser política pública.

Conheça os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU


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• Eliminar todas as formas de pobreza no mundo
No mundo atual, há cerca de 836 milhões de pessoas vivendo na extrema pobreza. As principais vítimas dessa pobreza extrema são as crianças.
• Acabar com a fome
Melhorar a qualidade nutricional, promover a agricultura sustentável e alcançar a segurança alimentar em todo o planeta. A ONU aponta que cerca de 12,9% da população dos países em desenvolvimento é subnutrida. Na Ásia, dois terços da população passam fome, enquanto na África Subsaariana uma em cada quatro pessoas está subnutrida. Mais de 3 milhões de crianças abaixo de cinco anos de idade morre em consequência da desnutrição.
• Garantir a vida saudável e bem-estar à população
Mais de 6 milhões de crianças morrem todos os anos em consequência da desnutrição e de doenças que poderiam ser evitadas com as vacinas.
• Garantir educação inclusiva, equitativa e de qualidade
Embora a situação venha melhorando, ainda há mais de 50 milhões de crianças fora da escola, principalmente em países marcados por conflitos civis e extrema pobreza.
• Assegurar a igualdade de gênero e o empoderamento feminino
Em países asiáticos e africanos, as meninas ainda não têm 100% de acesso à escola primária e secundária. O espaço no mercado de trabalho e nas esferas de poder, principalmente nos países em desenvolvimento, ainda apresentam restrições para mulheres.
• Garantir a gestão sustentável
Tem o objetivo de levar abastecimento de água e saneamento ambiental a todos. Atualmente, cerca de 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso ao saneamento básico.
• Acesso à energia
A energia deve chegar à população de forma sustentável e a preço compatível com as condições econômicas de todos. Mais de 1,3 bilhão de pessoas do mundo vivem sem eletricidade.
• Crescimento sustentável, emprego pleno e trabalho digno
O desemprego aumenta ano a ano em todo o mundo, afetando principalmente homens jovens e mulheres. São necessários mais de 470 milhões de empregos até 2030 para absorver a demanda de mão de obra.
• Industrialização sustentável e inclusiva
A limitação da infraestrutura afeta a produtividade das empresas. Cada posto de trabalho gerado pelo setor industrial resulta em mais dois empregos em outros segmentos.
• Diminuir a desigualdade entre os países e dentro deles
Nos países em desenvolvimento, a desigualdade de renda cresceu cerca de 11%. Isto mantém altas as taxas de mortalidade infantil e materna.
• Cidades sustentáveis, inclusivas e mais seguras
Até 2030, estima-se que cerca de 60% da população mundial viverá em zonas urbanas. Mas o número de favelas e assentamentos irregulares continua a crescer, assim como os problemas ambientais, desemprego, a violência e a criminalidade.
• Melhorar o padrão de produção e promover o consumo sustentável
Mais de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas no lixo todos os dias. Até 2050, a população mundial chegará a 9,6 bilhões de pessoas, dificultando ainda mais a vida de todos, que sofrerão com a escassez de recursos naturais.
• Combater as causas da mudança climática
A emissão de gases do efeito estufa continua alta. A consequência disso é a elevação da temperatura do planeta, derretimento das geleiras, aumento do nível do mar.
• Preservar os recursos marinhos
Mais de 3 bilhões de pessoas encontram nos oceanos a fonte primária de alimentos e, por isso, é necessário promover o uso sustentável dos mares e oceanos.
• Preservar, recuperar e garantir o uso sustentável de ecossistemas
Conservar as florestas, impedir o avanço da desertificação e a redução da biodiversidade. Mais de 13 milhões de hectares de florestas são devastados todos os anos. Isto prejudica a vida de mais de 1,6 bilhão de pessoas que dependem das florestas para sobreviver.
• Promover a paz, acesso à justiça e instituições inclusivas e eficazes
O número de refugiados continua aumentando. A corrupção e evasão fiscal causam prejuízos na ordem de 1,26 trilhão de dólares aos países em desenvolvimento.
• Promover a parceria mundial
Este objetivo visa a assegurar o desenvolvimento sustentável em todo o planeta. Em 2014, a Assistência Oficial ao Desenvolvimento conseguiu levantar mais de 135 bilhões de dólares para suas ações. Na mesma época, 79% de produtos oriundos de países em desenvolvimento ingressaram no mercado das nações desenvolvidas, no sistema duty-free.