Mãe denuncia más condições de atendimento no HMCA; Saúde diz que situação já foi normalizada

Apoiada num banco e no colo da mãe, criança com crise de bronquite dorme no corredor do HMCA - Foto: VC Repórter

A mãe Raquel Teixeira Fernandes, que desde a semana passada acompanhava a filha de cinco anos, com crise de bronquite, no Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA), encaminhou uma série de queixas ao Click Guarulhos sobre as “precárias condições de atendimento”.

Segundo ela, que ficou com a criança internada até essa terça-feira, 7, tanto os pacientes quanto os acompanhantes têm sofrido bastante.
“Aqui dentro a coisa está feia: não tem vagas para as pessoas que estão lá embaixo (na recepção). Não há enfermeiros suficientes para atender a demanda; já faz dois dias que apenas uma enfermeira tenta cuidar de 8 crianças. Faltam muitos remédios. Até instrumentos cirúrgicos estão faltando. Mães ficam na sala de soro, em média, uns 6 dias esperando uma vaga de internação. Por nisso há grande risco de se pegar alguma bactéria, ou até mesmo uma virose. É muito decepcionante o que está acontecendo com o HMCA”, desabafou.

“Uma enfermeira tirou a minha filha do soro e do oxigênio, daí ela ficou a noite toda no corredor, sem oxigênio, e com a saturação só baixando (chegou a 89). Falta profissionalismo no trabalho desses enfermeiros. Eu já abri uma reclamação na Ouvidoria, mas até agora nada. Porém não gostaria que os enfermeiros fossem punidos, pois nota-se que a maioria deles está fazendo o que pode para atender”, completou.

Respostas
Questionada, a Secretaria de Saúde respondeu que “a realização de uma obra emergencial para a reforma do teto da UTI do hospital estava sobrecarregando as vagas do pronto-socorro e reduzindo as de enfermaria. Porém, desde segunda-feira, 6, a situação está normalizada, uma vez que os serviços de reparo foram concluídos, o que possibilitou a reativação de mais 10 leitos no local.”

Sobre a quantidade de profissionais de enfermagem, a Secretaria informou “que ela é dimensionada de acordo com o estabelecido pelo Coren (Conselho Regional de Enfermagem)”. Sobre os medicamentos, disse que “em caso de faltas pontuais, a medicação é substituída por outra similar, sem causar prejuízo à assistência”. E acrescentou que, “por conta do tempo seco, a demanda de crianças com problemas respiratórios aumentou consideravelmente nos últimos dias”.

Com relação à paciente Maria Eduarda Fernandes Goulart, que ficou internada no HMCA, a Secretaria de Saúde informou “que ela recebeu toda a assistência necessária, apresentou evolução satisfatória em seu quadro clínico e teve alta nesta terça-feira, dia 7”.