Mais do que flores, mulheres querem mais respeito

Atrizes Eva Tudor, Tônia Carrero, Eva Vilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Benguel, protestam contra a censura, em 1968

O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de março, relembrando a célebre manifestação, nessa data em 1917, com 90 mil mulheres protestando contra as más condições de trabalho e contra o czar Nicolau II, na Rússia.
Antes, outras datas haviam sido marcadas por eventos de valorização da mulher. Em maio de 1908 foi celebrado nos Estados Unidos o primeiro Dia Nacional da Mulher, com a participação de 1.500 mulheres. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA definiu o dia 28 de fevereiro como data oficial. Em novembro de 1909, houve uma greve que afetou seriamente a indústria têxtil norte-americana. Em 1910, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, representantes de mais de cem países definiram que era preciso haver uma data internacional para honrar as lutas feminina. Em março de 1911 um incêndio teve 190 mulheres como vítimas fatais. Por isso, há quem atribua erroneamente a esse episódio o Dia Internacional da Mulher. Não foi, mas ele teve muito a ver com o crescimento da mobilização feminina em todo o mundo. Em 1921, o 8 de Março passou a ser considerado o Dia Internacional da Mulher.

De lá para cá, o mundo mudou muito. Mulheres ocuparam os mais diversos espaços, alcançam postos mais elevados na hierarquia de grandes empresas, nas estruturas do serviço públicos e, como não poderia deixar de ser, no comando de vários países.

Esta edição especial da Weekend focaliza algumas mulheres de Guarulhos, cuja atuação merece ser conhecida por mais pessoas. Cada uma em sua condição, com sua história, as conquistas que conseguiu, seus sonhos e planos.

Seria lógico imaginar que, tendo comprovado capacidade para exercer cargos tão importantes, as mulheres teriam obtido dos homens o respeito, em todos os sentidos.

Ledo engano. Diariamente se tem notícia de homens que matam mulheres, espancam, aplicam castigos, ofendem, e as colocam em situação de constrangimento, até diante dos próprios filhos.

A caracterização de delitos prevista na Lei Maria da Penha teria o condão de refrear esse comportamento inadmissível. Porém, ainda que a legislação tenha se tornado mais rígida, que campanhas de conscientização sejam feitas permanentemente, não há dia em que não surjam casos de feminicídio e de agressões de todo tipo.

Ninguém é dono de ninguém! A desculpa esfarrapada de não aceitar o fim de um relacionamento não pode prevalecer em nenhuma hipótese. Ainda que haja um flagrante adultério, nada justifica a violência, nem sequer o desrespeito.

Em pleno Século XXI está no tempo de parar de acontecer esse tipo de coisa. Os pais devem ensinar os filhos desde pequenos que as mulheres nada ficam a dever aos homens. Não há um motivo sequer para serem menosprezadas, comparadas negativamente. Estatísticas mostram, por exemplo, que elas são mais cuidadosas ao dirigir veículos, causando menos acidentes e com menor gravidade. Assim, os meninos crescerão agindo civilizadamente com todas as mulheres com quem virão a se relacionar, qualquer que seja a condição desse relacionamento.

Mulheres querem mais do que homenagens, datas e flores: exigem ser tratadas com dignidade, gentileza e respeito.

Rita Camilo
A dança como inspiração, desde os 9 anos
de idade. E o “não” como mola propulsora
de sua vitoriosa carreira

Rita Camilo iniciou sua escola de dança há 25 anos. Mas, começou seus estudos ainda aos 9 anos, quando gostava de montar coreografias e shows com as amigas.

Formada em educação física, cursou também balé, jazz e dança de salão. Chegou em Guarulhos nos anos 1990 e não encontrava espaço nas escolas locais onde pudesse trabalhar. Graças a ter começado como professora do Sesi-398, obteve espaço cedido pela Sociedade Amigos da Vila Augusta para iniciar o trabalho ali. As crianças saíam do Sesi e iam para a sede da entidade. Apesar da precariedade das instalações na época, o número de crianças foi aumentando e, no 1º Festival de Dança de Guarulhos, apresentou a coreografia Perhaps Love, cujo elenco era formado por meninos e meninas, no Thomeozão. “O público foi ao delírio”, conta, saudosa, acrescentando que isso motivou notas em jornal, convites para apresentações em programas de TV e para ser coreógrafa da cantora e apresentadora Mara Maravilha, além de fazer abertura de diversos programas, como o Especial Sertanejo da Rede Record. “Fomos a diversos programas da Eliana, Sílvio Santos e participamos de inúmeros festivais em Guarulhos, São Paulo, várias cidades e outros estados”, relata.

“O trabalho foi sendo ampliado, aprimorado. Um ponto marcante é ter passado em uma seletiva e representado o Brasil, com nossa bailarina, em Berlim, Alemanha. No Brasil, participamos do maior festival, o de Joinville, e em 2015 passamos a ter nossa segunda unidade, em Vila Galvão. Depois de quase 26 anos de tradição na cidade, temos uma equipe fantástica de professores, uma estrutura bem montada, quase 800 alunos e espetáculos que ultrapassam 1.500 lugares. No mais recente tivemos a honra de fazer três sessões esgotadas no Teatro Renault, em São Paulo”, conta, animada.

Sobre os ex-alunos, ressalta que formou diversos bailarinos profissionais, que atuam no exterior e em grandes companhias. “Formamos também muitos excelentes professores. Alcançamos o objetivo de formar, além de ótimos profissionais, cidadãos melhores, conscientes da importância da arte e de quanto a dança é importante para tornar uma pessoa mais plena e feliz”.

Rita Camilo atribui como diferenciais de sua escola o acolhimento, aulas com qualidade, respeito às individualidades e ambiente familiar. Conclui filosofando: “Agradeço a Deus, a todos meus funcionários e minha família. Digo que devo muito aos ‘nãos’ que recebi, pois isso me fortaleceu. Talvez se alguém tivesse me aberto portas, eu estaria até hoje dando aulas em alguma escola. Estaria feliz de qualquer forma, mas o ‘não’ me fez seguir em frente, com uma história de garra e muita luta, mas também de muitas conquistas.”

Giulia Valente
Ela quer realizar o sonho de produzir seu curta-metragem, com incentivo da Lei Rouanet

Giulia Valente, 23 anos, guarulhense, sempre teve a arte na sua vida. “Eu não sei ao certo quando eu comecei a pensar em fazer teatro; na verdade, eu passei por várias fases em que eu queria uma coisa diferente: dança, música, teatro e agora estou no ramo audiovisual, mas sempre foi algo relacionado a artes”, disse.

Formada em teatro pelo Teatro Escola Macunaíma; em teatro musical pelo TeenBrodway; em música pelo ClamZimbo; e agora se forma como cineasta pela Faculdade Armando Alvares Penteado (Faap). “Eu agradeço muito a minha família por sempre incentivar a arte na minha vida. E principalmente meus pais, que me fizeram entender como é trabalhar desde os 16 anos, no caixa do Restaurante Empório 33, do meu pai, Toninho Rodrigues, ou no RH da empresa de arquitetura Projeto Fiscaliza, da minha mãe, Sônia Valente.”

Todas essas experiências profissionais fizeram Giulia ter mais bagagem para entender como funciona uma empresa e a ganhar mais espaço no ramo audiovisual como produtora. Atualmente, a aluna de cinema da Faap trabalha com produção audiovisual na produtora Planalto em São Paulo. E agora, no último ano da faculdade, irá produzir seu primeiro curta-metragem, “Fora do Domínio”, como roteirista e diretora, conseguindo que seu projeto de TCC fosse contemplado pela Lei Rouanet.

“Fora do Domínio” consiste em um suspense que traz à tona dois elementos considerados tabus: a liberdade sexual e a sexualidade feminina.

No decorrer da pesquisa, a protagonista se torna a personificação daquilo que a maioria das mulheres, reprimidas sexualmente, poderia ser: uma mulher determinada a satisfazer suas fantasias e ousada a ponto de ultrapassar os limites da sua libido.

“Fazer cinema independente é um desafio. Durante toda a produção do curta há diversas despesas, como transporte, cachê para elenco, alimentação em set, equipamentos, maquiagem, figurinos e outros custos. “Viver de arte não é fácil, principalmente em um país que não valoriza o ‘fazer arte’ como mercado. Mas isso não me fez desistir. Muitas pessoas tem um pré-julgamento de quem vive de arte, como se todo artista fosse estrela ou tivesse um ego enorme. Acredito que a maior dificuldade de quem está nesse ramo é ter de provar todos os dias que não está só atuando ou só fazendo cinema. Um grande exemplo disso é a Lei Rouanet. Meu projeto de curta-metragem acabou de ser aprovado, mas isso não quer dizer muita coisa, pois ainda dependemos de empresas e pessoas físicas que doem para o projeto. Muitas dessas pessoas/empresas que poderiam ajudar não ajudam porque não entendem como essa Lei funciona”, disse. Depois de aprovado, é preciso procurar patrocinadores interessados em financiar projetos culturais e abater o valor do Imposto de Renda.

“Eu acredito que se cada cidadão entendesse a cultura como uma forma de educação, a gente estaria se respeitando mais. Desde pequena, eu sempre tive essa vontade de ser artista. Eu até fiz uns cursos de teatro no Adamastor e participei de uma Companhia independente de Guarulhos, mas foi em São Paulo que comecei a fazer outros cursos e faculdade que me colocaram em contato com produtoras. Eu acredito que tem muito artista bom escondido em Guarulhos e que, às vezes, não vê na própria cidade uma oportunidade de crescimento profissional, ou facilidade no acesso às fontes de cultura… Então é por isso que eu quero muito trazer este filme pra cá. E, principalmente, buscar nas empresas de Guarulhos o incentivo fiscal que o filme “Fora do Domínio” precisa. Eu ficaria muito feliz em ver este filme pronto em vários festivais e dizer que eu realizei esse projeto com a ajuda da minha cidade”, imagina.

Giulia Valente e sua equipe estão no processo de pré-produção deste filme e à procura de empresas guarulhenses que estejam interessadas em ajudar este projeto cultural promissor. Para entrar em contato com a produção do filme, é só mandar email para curtaforadodominio@gmail.com ou entrar na página no facebook.

Também inscreveram o projeto no financiamento coletivo Catarse, pelo qual qualquer pessoa pode ajudar, com qualquer quantia, no site.

Cláudia Inaba
Da advocacia para a política

Claudia Inaba, advogada atuante na área previdenciária há quase 20 anos, à frente da Cras Advocacia, conta que durante toda sua trajetória profissional e pessoal sempre foi movida pela persistência e, principalmente, pela disciplina. Para obter bons resultados, estabelece metas e as persegue com obstinação.

É assim que tem trabalhado não só em seu escritório, como também participando da Coordenação do Partido Novo, cuja meta a curto prazo é cumprir os requisitos para instalar o tão sonhado Diretório Municipal, o que viabilizará candidaturas nas próximas eleições municipais.

Ela defende a participação das pessoas na política, como forma de exercício da cidadania. “Se queremos um País melhor, devemos dar nossa contribuição, entender os meandros da política, propor soluções e cobrar postura de quem exerce mandato, exigindo respeito”.

Jade Nagano
Um acidente com o filho mudou a vida dela e da família

A história de vida de Jade Nagano era uma até dois anos atrás. E mudou radicalmente de lá para cá.

Ela tem 31 anos, há dez anos é servidora da Câmara Municipal de Guarulhos e há cinco teve seu primeiro e único filho, Fernando Henrique, que nasceu perfeito e teve desenvolvimento normal até completar dois anos e oito meses, quando sofreu um afogamento classificado como grau 6.

O menino escapou com vida, mas teve uma parada cardiorrespiratória. O acidente o deixou com uma extensa lesão neurológica, que afetou sua capacidade de andar, falar, comer e até de respirar.

“Daí em diante, eu e o Bruno, meu marido, não medimos esforços para conseguir o que a medicina tradicional disse ser impossível: reabilitar nosso filho!” Ele é acompanhado por uma equipe multidisciplinar, com médicos de várias especialidades, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, acupunturista e nutricionista. Já fez tratamento na AACD e também com métodos alternativos.

“Nessa busca encontramos outras famílias com os filhos sobreviventes de afogamento, desenganados pela medicina. Foi então que surgiu o projeto #souHM, um grupo de pais de crianças com lesão neurológica adquirida”, disse.

Jade conta que o projeto ganhou força e cresceu. “Hoje temos a página @sobreviventesdeafogamento no Facebook e o grupo conta com quase 100 famílias no Brasil e no mundo, dispostas a trocar informações e procurar novas alternativas no tratamento da lesão neurológica”.

No Facebook e no Instagram, há também as páginas @forcafernando, que contam com 12 mil seguidores.

O apoio das pessoas tem sido muito importante para manter a esperança da família. Rever as imagens antigas os faz imaginar vê-lo novamente brincando e correndo de um lado para outro. “Nossa vida está pautada em torno do nosso filho e continuaremos confiando que ele terá progressiva melhora”, conclui.

Eliana Galvão
Com mais de 32 anos de atividade, vive e respira advocacia

O principal motivo que levou Eliana Galvão Dias a trabalhar com a advocacia foi a ausência de rotina. “Advogar é um desafio eterno, todos os dias eu me deparo com uma situação diferente e tento solucionar o problema, usando o conhecimento adquirido ao longo de mais de 32 anos de profissão”, afirma.

Ela costuma dizer que advogar é um sacerdócio. “Cedo descobri que não aprendemos no mundo acadêmico como as coisas deveriam acontecer, mas se trata de um ‘mundo perfeito’, que não acontece na vida real. Os casos são muito mais complicados e cheios de detalhes do que as situações previstas na Lei e apresentadas. A advocacia se torna um sacerdócio porque ocupa a nossa mente o tempo todo, mesmo quando não nos damos conta disso. É emocionante e revigorante ser apresentada a uma situação nova a todo o tempo”, comenta.

“O que mais gosto na advocacia é o contato humano. Advogando somos obrigados a lidar com o ser humano em sua essência. Isso me faz compreender cada vez mais a natureza humana e admirar a complexidade, variedade, os pensamentos e ideias. Nos faz enxergar na visão do outro, algo que é difícil para a maioria das pessoas. Advogando converso com todo tipo de pessoas e passo por muitas situações que vão fazendo da nossa história de vida uma riqueza de situações e emoções. Isso me fascina!”, relata, com entusiasmo por sua profissão.

“Adoro a liberdade da advocacia! Na condição de advogada, você pode escolher a sua área de atuação, onde, como e quando vai trabalhar. Isso só é uma vantagem quando gostamos de advogar e fazemos isso por opção – o que é meu caso! Quando se está advogando por obrigação ou falta de opção, torna-se um fardo, e isso é a grande desvantagem. Poderia dizer que é desvantagem também a falta de estabilidade, mas não enxergo assim. Afinal, o que seria da vida sem as emoções?”, deixa no ar a pergunta.

Ao longo desse tempo todo, teve a oportunidade de exercer o Magistério Superior – em Guarulhos e no Sul do País. Especializou-se (FMU), fez Mestrado na PUC-SP, trabalhou intensamente perante a OAB, tendo a oportunidade de ser Secretária da Subseção, membro das Comissões de Ética e Disciplina, membro do Conselho Regional de Prerrogativas, Vice-Presidente da Comissão da Mulher Advogada, membro consultor da Reforma do CPC do Conselho Federal da OAB e Membro Relator da 18º TED. Foi também membro do primeiro Conseg – Conselho Comunitário de Segurança da área central de Guarulhos.

“Vivo e respiro a advocacia ao longo desses mais de 32 anos. Tive dificuldades, altos e baixos. Mas, em nenhum momento desisti ou pensei em desistir! Meus filhos são minha maior inspiração… Preciso deixar a eles o exemplo de luta, compromisso, honestidade e paixão pelo trabalho”, conclui.

Malvina Russo
Solidariedade, amizade e comprometimento com a família

Difícil ver alguém que tenha tido de superar tantos desafios e encontre sempre algo em que se agarrar para seguir em frente, com um sorriso nos lábios, como a apresentadora de TV Malvina Russo, dos programas “Aqui tem” e “Bate-papo com Malvina Russo”.

Respondendo sobre o que considera mais importante em sua vida, não titubeia em responder: “Família, saúde, amizade e amor”. Não é à toa que ela consegue reunir centenas de pessoas nos jantares que promove, sempre recebendo ótimos artistas para abrilhantar os eventos. Pois Malvina não mede esforços para ser solidária, ajudar os amigos quando precisam de uma força, nem que seja com uma palavra de afeto e de incentivo. Da mesma forma, dedica-se com afinco às causas sociais em que se envolve.

Muito apegada à bela família que construiu junto com o marido, Carmine Russo Neto, não deixa de ser antenada com tudo que acontece e é presença marcante na vida da cidade. “Amo Guarulhos e faço o que está ao meu alcance para contribuir para que ela se desenvolva, que as entidades encontrem apoio da população e assim possam continuar desempenhando um bom trabalho; busco auxiliar empresas e empreendimentos, colaborando com a experiência que tenho e o forte relacionamento para aproximar as pessoas e propiciar os melhores resultados”, cita.

Malvina também torce para que as mudanças no País sejam feitas no sentido de retomar o desenvolvimento econômico, com reflexos positivos na vida de toda a população. “Temos de ter esperança no futuro e fazer o que pudermos para que a violência acabe e que a vida seja mais leve”, diz.

E conclui com uma mensagem aos amigos: “Que nossa viagem por este planeta seja mais divertida, apesar da saúde às vezes nós dar uns sustos. Vale muito a pena contornar tudo isso e viver o que for melhor para todos!”.

Consuello Matroni
Reciclagem é matéria-prima para a sua arte

A artista plástica e estilista Consuello Matroni dedica-se a fazer tecidos para roupas, utilizando materiais recicláveis, desde 1990. Desenvolveu uma técnica chamada Reciclotô e tem um acervo demais de 70 roupas.

São tantas as suas atividades que ela se classifica também como artesã, ambientalista, educadora e divulgadora, além de incentivadora da reciclagem por meio de desfiles com roupas recicladas, mostras, oficinas, palestras e confecções de trabalhos especiais.

Participou de mais 300 desfiles, em várias cidades do Brasil, em eventos e programas de TV, para mostrar suas roupas e os materiais utilizados e, assim, incentivar as pessoas a fazer a coleta seletiva. Já desfilaram para ela desde modelos profissionais, colaboradoras de empresas, catadoras e pessoas ligadas às causas ambientais.

Consuello ministra oficinas pelo Brasil todo e identifica e direciona talentos e potenciais produtivos; também forma multiplicadores. Faz trabalhos em empresas, escolas, feiras e eventos, sempre pensando em colaborar com o meio ambiente, incentivando as pessoas a terem mais consciência, reutilizando materiais captados em sua própria casa, por vizinhos, amigos, parentes, comunidade. Quando precisa de uma quantidade maior, compra da Cooperativa de Catadores de Recicláveis.

Os materiais usados para confecção são: embalagens plásticas, fitas VHS, chapas de raios-X, cartões de crédito, latinhas e muito mais. Com eles, cria tecidos, roupas, acessórios, decoração, brinquedos, troféus e brindes.

Ela participa de um projeto na ONG Clube de Mães do Brasil, na região central de São Paulo, com pessoas em situação de vulnerabilidade e cria produtos principalmente com reutilização de banners e retalhos.

Atualmente, ministra oficinas como arte-educadora de customização e mosaicos de revistas no Centro de Convivência do Idoso (CCI), na avenida Salgado Filho, 1732, no projeto Cultuara Ativa da Prefeitura de Guarulhos. As oficinas de customização são feitas todas as terças-feiras, e as de mosaico com revistas, nas quartas-feiras, sempre das 14h às 17h.

Olívia Saturnino
A fé a fez vencer o medo e a perseverar em busca do progresso

Depois de ter sido professora por dez anos e atuado em vendas para a Comgás por oito anos, Olivia Saturnino conta que ouviu uma voz lhe dizer algo que iria mudar sua vida. Em relação a seu marido, Cláudio, a voz afirmou que “separados, vocês dividem; juntos, multiplicarão”.
O conselho divino fez com que ela decidisse deixar tudo para juntar-se ao marido, que desde 2005, trabalhava sozinho no conserto de aquecedores e serviços semelhantes.
Em 2012, a decisão de alugar uma salinha numa rua do Jardim Santa Mena parecia uma aventura, mas Olívia tinha fé de que a situação iria mudar, que Deus não lhe inspiraria a assumir esse desafio, se não fosse para melhor.
Ela recorda de momentos difíceis que os dois passaram, a ponto de chegar em casa e não ter sequer alimentos para preparar a refeição: “Um dia, a única coisa que tinha era meio quilo de açúcar. Vivemos um tempo dependendo que a família dele e a minha doassem arroz, feijão e outras coisas para termos comida na mesa”, relata.
O pouco que tinham foi aplicado para pagar o depósito do aluguel antecipado e os móveis foram comprados usados no Mercatudo das Casas André Luiz. O importante é que agora passava a ser uma empresa, por menor que fosse: a CJS Aquecedores; tinha um CNPJ.
Mas as coisas começaram a evoluir, precisaram mudar para um espaço maior na avenida Suplicy e, há seis anos, conseguiram adquirir a sede própria, na avenida Dr. Renato Andrade Maia, onde estão agora e têm salas alugadas para outras atividades. Recentemente, a loja passou por uma boa reforma, podendo oferecer maior variedade aos clientes, e condições para atendê-los com conforto.
Há onze anos, ela é pastora-presidente da Igreja Assembleia de Deus Pentecostal O Senhor é Paz, ao lado da Comunidade Industrial, Jardim Santa Cecília. Depois de dois anos pregando, ouviu de Deus a ordem: “Não te quero mais ouvinte, te quero falante”. Era a senha para aceitar o desígnio de ser pastora. Ela atribui o êxito obtido a sempre ter tido fé e por perseverar, “seguindo a orientação do Pai”.
“Não tenho medo de nada, só da mão de Deus. O que faz vencer o medo é a nossa fé”, garante. Conta que uma cliente comentou que CJS, que são as iniciais do marido de Olívia, Claudionor Jorge Saturnino, podia ser também “Cristo Jesus Salvador”. Ela adorou a ideia, chamou toda a equipe e anunciou que dali em diante era esse o significado das três letras.
Olivia abençoa os 30 anos de união com Cláudio, pois as qualidades de um complementam as do outro. Juntos, atuam em projetos sociais e entendem que o que puderem fazer pelos mais necessitados estarão fazendo para agradar o Criador.

Andréa Lourenço
Aplicando a tecnologia na evolução da Educação

Andréa Lourenço é formada em Análise de Sistemas e tem Licenciatura pela Universidade Mackenzie. É também psicóloga formada pela Universidade de Guarulhos.

Atua há mais de 25 anos no segmento da Educação Básica e desde 2009 é mantenedora do Colégio Carbonell, na Vila Augusta.

Nestes últimos dez anos sob a sua direção, o Colégio Carbonell teve um grande desenvolvimento e vem se destacando na cidade de Guarulhos, com um ensino forte e diferenciado. Alinhado a uma excelente estrutura e profissionais qualificados, tem trazido grandes resultados para seus alunos.

Por ter iniciado sua vida profissional na área de tecnologia, Andrea está sempre buscando as inovações: “Acredito que nossos jovens vão aproveitar muito as mudanças que já estão acontecendo na educação. No Carbonell, toda a equipe pedagógica tem a oportunidade de se qualificar semanalmente para estes novos e estimulantes desafios.”

Vislumbrando a necessidade de uma constante qualificação profissional o Colégio Carbonell formalizou parceria com o Instituto Brasileiro de Formação de Educadores – IBFE, que trouxe para Guarulhos cursos de pós-graduação voltados para as novas metodologias educacionais. “Somos uma instituição que qualifica profissionais, que pesquisa as melhores práticas e está permanentemente em contato com o que acontece no mundo, como recentemente vimos na Finlândia e nas universidades americanas que visitamos. Tudo para que o aluno do Carbonell seja um cidadão do mundo”, ressalta.

Na vida pessoal, além de viagens em que aproveita para fins educacionais, adora estudar, ler e fazer crochê.

No futuro, espera saber que seus alunos tiveram grande sucesso pessoal, profissional e que estão usando os aprendizados para tornar o mundo melhor.

Francislene Corrêa
Ela convive com a política desde criança

Nascida em Guarulhos, Francislene Assis de Almeida Corrêa desde que nasceu convive com a política local, pois é neta do vereador Francisco de Almeida, que dá nome a trecho da estrada Guarulhos-Nazaré, e filha do saudoso empresário Francisco Assis de Almeida, com quem percorreu praticamente todos os bairros de Guarulhos em campanhas eleitorais.

Casada com o deputado federal Eli Corrêa Filho, acostumou-se a participar de reuniões em todos os lugares e afirma que curte o contato com o povo, sentir de perto suas necessidades e procurar encaminhar as reivindicações.

Em 2018, além de participar da campanha vitoriosa do marido à reeleição, apoiou em Guarulhos o então candidato a governador João Doria. Após a posse, já esteve com ele, pleiteando verbas para Guarulhos, obtendo boa receptividade.

No Mês da Mulher, defende que o principal direito a ser conquistado é o respeito, pois não se conforma que ainda haja tantos casos de violência e discriminação contra as mulheres.


Tamiris Monteiro
Do jornalismo às corridas

Ela é jornalista, inclusive já integrou o time da Weekend, e hoje destaca-se pelo seu trabalho no universo da corrida. Há 4 anos praticando o esporte, já conquistou 17 pódios e neste ano prepara-se para fazer uma prova de montanha no Peru, na cidade de Huaraz, a 4 mil metros de altitude.

No ano passado, participou do desafio de corrida da Nike, que procurava pelas três mulheres mais rápidas de São Paulo. Embora não tenha ganhado o desafio, por seu trabalho com a corrida foi convidada pela marca a integrar um time de atletas para fazer a cobiçada prova de 21 quilômetros em Fernando de Noronha.

No início deste ano, começou o projeto “Treinão Trail das Meninas” (@trailgirlssp), que tem o objetivo de reunir mulheres que gostem ou queiram conhecer o trail running, sua modalidade favorita dentro da corrida. Os treinos acontecem sempre em lugares diferentes, cercados por muita natureza, são gratuitos e as participantes têm a chance de vivenciar uma dinâmica de autoconhecimento e conexão com a natureza.

Tamis, como é carinhosamente chamada por muitos que a conhecem, fala bastante a respeito da corrida e dos eventos em seu Instagram (@tamismonteiro).