Márcio Nakashima inicia mandato com Frente Parlamentar e pedido de CPI

O deputado estadual Márcio Nakashima, no plenário da Assembleia Legislativa de SP - Foto: Divulgação

A criação da Frente Parlamentar de Combate à Violência Contra a Mulher, ao Feminicídio e aos Relacionamentos Abusivos e o pedido de uma CPI para investigar a situação das barragens e mineradoras de São Paulo são as primeiras iniciativas do deputado estadual Márcio Nakashima (PDT), empossado na sexta-feira, 15, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Para conseguir protocolar os requerimentos, ele necessitou costurar a adesão de 20 parlamentares e colher assinaturas de 32 colegas para instaurar a CPI, como exige o regimento interno da Alesp.

Já de início, o deputado pedetista foi apresentado “às honras da Casa”. Atravessou uma vigília de aproximadamente 60 horas na fila para conseguir protocolar ambos os requerimentos. Teve de colocar os assessores para se revezarem na fila, que começou já na noite da posse (sexta-feira, 15) e terminou na manhã de segunda-feira, 18.

Principal bandeira de campanha, o objetivo da Frente Parlamentar é propor, buscar soluções e acompanhar a execução de políticas públicas relacionadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. “Por meio desta proposição, reforço meu compromisso de lutar para eliminarmos de vez todas as formas de violência contra a mulher e sermos implacáveis na defesa de seus direitos”, afirma Márcio Nakashima.

O deputado explica que a Frente Parlamentar vai estabelecer um canal de diálogo permanente com a sociedade. “Queremos aprimorar a legislação, bem como conhecer a realidade da mulher e identificar o que falta para São Paulo ampliar e aperfeiçoar a assistência prestada a todas aquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade social e emocional”.

A “CPI das Barragens de Rejeitos” deve verificar as condições das barragens, usinas de mineração e pedreiras em todo o Estado de São Paulo. “Vamos apurar se há riscos de rompimentos ou desabamentos e exigir medidas de segurança. Não podemos mais assistir a tragédias como ocorreu em Mariana e Brumadinho”.