Meio Ambiente, moradores e comerciantes recuperam praça no Paraventi

A praça Papa Paulo VI, conhecida popularmente como praça da Jaca, no Jardim Paraventi, está sendo recuperada por uma equipe da Secretaria do Meio Ambiente, com apoio de moradores e comerciantes da região.

A iniciativa partiu de Ernestina Bertolli, preocupada com o estado de abandono das praças do bairro. Ela foi à Secretaria do Meio Ambiente e pediu ajuda para tornar transitável uma passagem entre as avenidas Barber Greene e Dr. Renato de Andrade Maia. Extensão da praça Salvador Papotto, a área verde estava cheia de mato e com água correndo sobre o caminho calçado. Quando a equipe da Sema foi ao local, ela se pôs a trabalhar também.

Em seguida, conseguiu que o restaurante Harmonia dos Sabores, vizinho do local, adotasse informalmente o espaço, até que os trâmites legais para uma adoção oficial seja possível. Ernestina dirige a ONG “União Faz Acontecer – Amigos do Meio Ambiente”, cuja documentação quer atualizar.

PRAÇA DA JACA

Como a praça estava
Como está ficando, com o trabalho coletivo
Como está ficando, com o trabalho coletivo

Com patrocínio de comerciantes do bairro, ela comprou tintas e outros materiais. Moradores voluntários se revezaram para limpar a praça da Jaca e pintar os bancos e muretas. Uma equipe do Meio Ambiente orientou o trabalho, no que diz respeito às árvores, e efetuou o corte da grama.

Conversando com alguns dos moradores que participaram, a Reportagem do Click Guarulhos notou neles uma sensação positiva de pertencimento, por terem realizado algo que visivelmente melhora a autoestima de quem agora pode sentir-se melhor ao passear por ali.

Um deles disse que a Prefeitura recolocará os balanços que estão faltando e providenciará a limpeza dos globos da iluminação pública.

Ernestina diz que só irá descansar quando ver muitas outras praças da região bem cuidadas: “Se todo mundo fizer um pouco, não fica pesado para ninguém. Eu espero que nosso exemplo se espalhe e que em muitos bairros as pessoas assumam a responsabilidade de zelar pelo meio ambiente. Temos de cobrar da Prefeitura, mas não custa a gente se organizar e participar. Quando cuidamos pessoalmente do espaço público, sentimos mais que aquilo nos pertence e que precisamos zelar pela conservação. Tudo é uma questão de consciência coletiva”.